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Mostrando postagens de fevereiro, 2020

Quem Ama

Eu escrevo para me conhecer, para entrar em sintonia com meu ser que grita para se expressar. Estar no ar, voar, exercer o que há de melhor em mim: amar. Linda dança de cores e formas, estar apaixonado. Como se todas as emoções dessem as mãos e cantassem aos céus suas conquistas; lagrimas que desenham os rostos, sorrisos que os modelam. Que lindo espetáculo. Amar e ser amado. Eu sou. Venci na vida. Sou amado. E amo, também. Amo muito. Enlouquecidamente. Amo amar; amo me entregar; amo confiar; amo estar; amo ser; ficar mais um pouco; demorar; imaginar; fantasiar e concretizar... Só não amo esperar. Esperar para quem ama é tortura; é caminhar sem rumo; e perder o norte mesmo se encontrando a cada batida do coração; é não saber; é ficar no escuro; é estar em apuros e criar em si armaduras pesadas. Tristeza fantasiada de paciência. Mas toda espera tem um fim. Quem ama sabe que tudo vai ficar bem; que as aves têm motivos para cantar; que as estrelas cintilam em harmonia com os versos das po...

Todos os Caminhos me Levam a Você

Digo que todos os caminhos me levam a você quando minha mente viaja pelo teu sorriso; quando me perco na profundidade de teus olhos; quando desenho teu corpo em pensamento; quando ouço tua voz dizer meu nome; quando deixa-me em estado de alento. Todos os caminhos me levam a você quando te escrevi nas páginas da minha história; quando decidi te entregar meu coração; quando os dias começaram a passar mais devagar; quando a vida ganhou novo sentido. Caminhos reais, todos corridos e percorridos, navegados e entrelaçados pelo destino que cruzou minha vida à tua. Bonitas paisagens tenho visto; inspiração para versos paralelos. Como se o sol nascesse e se pusesse, e eu seguisse caminhando sob nuvens e estrelas. A cada passo, coração mais forte; visão marejada; voz trêmula; reações do corpo por estar cada vez mais perto. Ainda que eu me perdesse, seguiria. Afinal, sentiria que todos os caminhos me levam a você.

Tela Luminosa

Forço os olhos: onde está? A tela fica cada vez menor, suposto delírio. O ambiente se apavora pela morosidade, pela incapacidade de ação, pela retrógrada dispersão. Volto mais uma vez os olhos à tela. Nenhuma mensagem. Nenhuma palavra. Simplesmente o silêncio e contemplação. Não que isso não seja normal, mas como o tempo não anda igual a quem ama, um minuto se faz em horas; horas se fazem em dias; e dias... para quem ama... se fazem em gotas d'água caindo de penhascos infinitos. Esperança de tocar o chão, tal qual esperança de tocar teu corpo, de novo. E de novo. Dessa vez sem adeus, sem até logo, sem entrada desorientada em veículos desgovernados. Somente o para sempre. É isso que eu quero. Não resumindo-me em telas luminosas, tocando-te em êxtase, sentindo-te respirar. Palavras a ecoar: ainda é cedo para levantar. No momento, a dúvida de quem vai desligar; eu ou você. Pra quê? E a tela vai ficando cada vez menor; olhos cerrando; sono chegando; vontade de um abraço sem fim; mas qu...

À Mercê

Já me sinto prisioneiro, de novo. Olho ao redor: paredes do quarto. Barulho lá fora, vida acontecendo. Eu aqui, amando sem razão — ou com milhões. Planos de uma vida ilusória — ou concretizada; ainda que em sonhos de lágrimas espelhadas em pensamentos catastróficos. Percebo estagnação, relógio que não corre mais. Vida que deixou de seguir o fluxo. Quantos dias se passaram mesmo? Poucos, se forem contados à risca. Muitos, se olharem para mim. Isso mesmo: olhem para mim. Vejam como estou! Vulnerável. À mercê. Nem pareço mais o que era antes. O que poucos dias não fazem... Vida que segue, e segue, e segue... E eu? Mais uma vez cercado pelas paredes. Ventilador ligado; livros espalhados; música a tocar. Espera constante. Ansiedade alimentada. Questionamentos surgindo: fiz a escolha certa? Era realmente eu quando agi pela emoção? Não tenho culpa se nasci no final de dezembro. Porém, de uma coisa estou certo: aprendi. E quero aprender mais. Pois a vida não é ...

Eu me Apaixonei, Mesmo

Eu me apaixonei, e vi o mundo ficar ao contrário: a noite se estendendo, o dia se encurtando, coração batendo, mente vagando... Perfume no ar, música a ecoar! Onde estão meus óculos? Nem preciso mais deles, pois só vejo com o coração. Que em movimento, firma-se em canção. Esta é a paixão que sinto, que exalo, que me embalo. Sair por aí, nadar um oceano e voar pelas estrelas. Loucura? Talvez. Só sei que não sou mais o mesmo: estou apaixonado. Tudo tem cor, movimento e ritmo. Tudo é página em branco, esperando o toque da caneta. Alegria que transborda e estoura em fogos de artifício; presente para o céu que se colore e cai em cascatas cintilantes sobre minha cabeça. Esta que perdeu a razão: vive de sentimentos. Sente a felicidade como amiga, a euforia como madrinha, a expectativa como uma tia distante prestes a chegar. O tempo virou inimigo; a distância, a pior de todas as vilãs. Mas nada supera a força gravitacional da paixão que sinto: buraco negro para o espaço-tempo: prisioneiros do ...