Tela Luminosa
Forço os olhos:
onde está?
A tela fica cada vez menor,
suposto delírio.
O ambiente se apavora pela morosidade,
pela incapacidade de ação,
pela retrógrada dispersão.
Volto mais uma vez os olhos à tela.
Nenhuma mensagem.
Nenhuma palavra.
Simplesmente o silêncio e contemplação.
Não que isso não seja normal,
mas como o tempo não anda igual a quem ama,
um minuto se faz em horas;
horas se fazem em dias;
e dias...
para quem ama...
se fazem em gotas d'água caindo de penhascos infinitos.
Esperança de tocar o chão,
tal qual esperança de tocar teu corpo,
de novo.
E de novo.
Dessa vez sem adeus,
sem até logo,
sem entrada desorientada em veículos desgovernados.
Somente o para sempre.
É isso que eu quero.
Não resumindo-me em telas luminosas,
tocando-te em êxtase,
sentindo-te respirar.
Palavras a ecoar:
ainda é cedo para levantar.
No momento, a dúvida de quem vai desligar;
eu ou você.
Pra quê?
E a tela vai ficando cada vez menor;
olhos cerrando;
sono chegando;
vontade de um abraço sem fim;
mas quem vai desligar?
Sento-me na cama, sono se assusta.
Mais uns minutos.
Tela luminosa se espatifa;
tua voz se esvai;
corro para pegá-la;
vejo-te de novo.
Beijo a tela!
Agora é o adeus.
Não quero.
Mas alimento a esperança,
da luz que descansa,
amanhã eu te verei de novo.
onde está?
A tela fica cada vez menor,
suposto delírio.
O ambiente se apavora pela morosidade,
pela incapacidade de ação,
pela retrógrada dispersão.
Volto mais uma vez os olhos à tela.
Nenhuma mensagem.
Nenhuma palavra.
Simplesmente o silêncio e contemplação.
Não que isso não seja normal,
mas como o tempo não anda igual a quem ama,
um minuto se faz em horas;
horas se fazem em dias;
e dias...
para quem ama...
se fazem em gotas d'água caindo de penhascos infinitos.
Esperança de tocar o chão,
tal qual esperança de tocar teu corpo,
de novo.
E de novo.
Dessa vez sem adeus,
sem até logo,
sem entrada desorientada em veículos desgovernados.
Somente o para sempre.
É isso que eu quero.
Não resumindo-me em telas luminosas,
tocando-te em êxtase,
sentindo-te respirar.
Palavras a ecoar:
ainda é cedo para levantar.
No momento, a dúvida de quem vai desligar;
eu ou você.
Pra quê?
E a tela vai ficando cada vez menor;
olhos cerrando;
sono chegando;
vontade de um abraço sem fim;
mas quem vai desligar?
Sento-me na cama, sono se assusta.
Mais uns minutos.
Tela luminosa se espatifa;
tua voz se esvai;
corro para pegá-la;
vejo-te de novo.
Beijo a tela!
Agora é o adeus.
Não quero.
Mas alimento a esperança,
da luz que descansa,
amanhã eu te verei de novo.
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