Uma Colher a Menos de Açúcar no Café

Seguindo a perspectiva do efeito borboleta, aderi uma linha de pensamento bastante inspiradora para os próximos dias. Suponhamos que um inseto de fato bata suas irrisórias asinhas e cause um furacão do outro lado do mundo; assim aconteceria também se me disponibilizasse em fazer pequenas ações que se desdobrariam em grandes causas futuras.

Ilustrando esta afirmação com o café que bebo todas as manhãs, resolvi cortar o açúcar pela metade. Das duas colheres, só me restou uma. "Como alguém pode enfrentar as contrariedades do dia se não consegue nem sequer encarar o real gosto do café?", assim conduzi a meta vigente. Ainda que tal consequência englobe apenas minha própria saúde, a reflexão alcançada me permitiu levar este raciocínio para outras áreas.

Lembro-me, certa vez, de ter publicado um artigo sobre o ser da mitologia grega Caronte, o barqueiro dos mortos, pois tinha achado sua história fantástica. O interesse veio após eu ter assistido a um filme onde o mesmo aparecia; mas a questão principal é que este referido artigo se tornou o mais acessado do site. O simples fato de tê-lo visto em uma cena fez com que eu ganhasse uns milhares de acessos no Pena Pensante. Seria isso o efeito borboleta?

Talvez, ao sentir o verdadeiro gosto do café, eu consiga encarar a vida com mais determinação. Mesmo não sendo capaz de tirar o açúcar por completo, a metade pode ser suficiente para a publicação de uma bela poesia, de um conto intrigante ou apenas uma crônica a mais...  É interessante essa ligação feita entre duas coisas distintas: são como flechas de ideias conduzidas pelas mudanças da nossa vida; o ato de criar requer o novo. Por isso a importância de se mudar, ainda que minimamente, algo corriqueiro. Nunca se sabe o âmago criativo em que este movimento irá interferir, nem tampouco o quão profundo ele será capaz de adentrar para despertar a arte adormecida.

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