Ainda Uso Enciclopédias para Pesquisas

Hoje publiquei um artigo no site Pena Pensante e me veio à mente algo que eu ainda não havia parado para pensar. Trata-se do fato de eu ainda utilizar enciclopédias para fazer algumas pesquisas, incluindo a que eu publiquei hoje sobre a história da tinta de escrever, sua importância para a propagação da escrita e, consequentemente, da literatura.

Claro que sei da praticidade de utilizar a internet para buscar fontes de pesquisa; eu também faço uso dessa ferramenta com frequência. A questão principal é que eu não precisei excluir uma coisa em função da outra. Ainda acho os artigos das enciclopédias mais interessantes e organizados, principalmente se tiver belas ilustrações — que é o caso da minha.

Talvez essa satisfação que tenho ao folhear um volume sem compromisso, possui suas raízes consolidas na minha infância, quando não havia internet e muito menos celular. A minha maior distração era pegar o pesado livro na coleção da estante, sentar-me no sofá e olhar suas gravuras. Quando uma me chamava bastante à atenção, eu acabava lendo.

Hoje, a maioria das enciclopédias que tinha na casa de minha mãe vieram para mim. Obviamente,  cuido delas com todo o afeto que alguém pode ter por uma coleção de livros, e não deixo-as cair em desuso. Ou seja, se a mentalidade que temos na vida adulta se forma na tenra idade da infância, sou muito grato por ter tido a oportunidade de folhear as grandes enciclopédias nas tardes quentes de verão, sentado no sofá da sala.

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