Caverna Colorida

A tarde está se estendendo lá fora, enquanto eu faço as pazes com as quatro paredes.

Eu realmente precisava trocar as lentes. Enxergas as cores de paisagens choradas em rios, montes, galhos e folhas dentro de memórias imperfeitas. 

Sobrevivi ao temporal reminiscente. Vivi para ver o sol nascer mais uma vez dentro do meu coração.

Não me resumo a um quarto com livros e meia luz para escrever; não sou vitima de qualquer negligência que seja; não suponho que tenha sido destruído quando minhas pernas não aguentaram o peso que carregavam; tampouco lamento por cicatrizes abertas nos tempos de solidão diante das linhas de trens desgovernados, norteando-se aos abismos que me precipitei. 

Hoje posso escrever novas páginas, pois cheguei ao fundo. Aqui tem peixes coloridos, luzes de gemas cravadas nas paredes, água cristalina e melodia aos meus ouvidos.

Aqui posso escrever quem sou e aonde vou. Brincar de menino mais uma vez, correndo por entre as poças da caverna colorida. Vestir-me com a sublimidade da minha natureza e adentrar cada vez mais fundo de mim mesmo.

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