Eu, Mero Mortal
Cá estou eu, mais uma vez, ornamentado pelo choque da vivência, mergulhado no mais profundo do meu ser, trazendo à superfície da alma o indecifrável dom de sentir.
Não estou falando de qualquer sensação, mas daquela que os livros carregam consigo nos mais preciosos versos, nas mais felizes histórias, nos mais comoventes relatos.
É da saudade que não termina, do pensamento que não descansa, da vontade ininterrupta de encontrar algo...
Algo? Melhor dizendo, alguém.
Sim, estou falando do amor.
O sentimento que inspirou inúmeros poetas, artistas, mestres a fazerem obras grandiosas, marcando seus nomes para sempre nos livros de história.
Pois esse mesmo sentimento fez morada em mim, mero mortal, como se eu vivesse exclusivamente em função dele.
E talvez eu viva... Pois no fundo eu quero vê-lo crescer cada vez mais.
Tudo isso para entregá-lo quando chegar a hora. Entregá-lo por completo. Sem medo. Sem receio. Apenas entregá-lo.
Ainda é provável que eu me pergunte: "Quem é que receberia todo esse amor?"
Alguém! Alguém longe, mas alguém.
Porque tamanho sentimento verdadeiro não nasceria em vão, não tomaria conta de mim sem razão, não transbordaria meu ser em alegria por saber que existe emoção.
É amor que sinto, e amor que quero dar.
É sabido que as sementes mais fortes são capazes de crescer em solos áridos e pedregosos, sem precisar de muito para mostrar toda sua exuberância.
Digo que assim aconteceu com o amor que sinto: não foi regado por beijos demorados e horas de contato...
Bastou-lhe um abraço e um olhar.
Muitos confundiriam como ilusão ou imaturidade.
Mas eu sei que não é apenas isso quando me falta o ar, quando eu perco a fala, quando uma felicidade sem limites invade o meu ser.
É amor.
Foram encontros e desencontros, a espera sufocante do momento oportuno, a busca incansável por mais um abraço perdido como folhas ao vento numa tarde qualquer, a falta de coragem para dizer algo quando estive ao teu lado.
Episódios que dilaceraram meu ser, meu viver e meu querer.
Minha imaginação virou peregrina.
Viaja constantemente para momentos não vividos, para possibilidades não realizadas, para finais alternativos de cenas passadas.
Também vai ao futuro, e lá consegue ver a morada do meu coração que pulsa fascinante, sempre à espera de um encontro.
Talvez haja uma inversão interpretativa de conceitos quando se ama; pelo fato de sentir a solidão estando cercado de pessoas, de sentir a tristeza contemplando a felicidade, de continuar buscando algo mesmo já tendo encontrado, de ter saudade segundos depois de dizer até logo.
Se a vida não fosse tão difícil... Ou, talvez, se eu tivesse mais coragem, o tempo não seria tão cruel assim.
Não passaria tão devagar. Não me deixaria sem um final feliz. E para piorar, o mesmo tempo casou-se com distância.
Juntos vivem o que eu gostaria de viver ao lado de quem amo. O tempo virou as costas para mim.
Não posso gritar. Ninguém vai me ouvir. Só posso sentir; ser sincero comigo mesmo.
Esperar e ter esperança. Imaginar um pôr-do-sol iluminado pelos tons da natureza onde o vento dança a minha frente ao som de notas ostensivas de um piano.
Quando o último raio se esconder e a última nota for ecoada, que eu ainda tenha forças para dizer: "eu te amo".
Não estou falando de qualquer sensação, mas daquela que os livros carregam consigo nos mais preciosos versos, nas mais felizes histórias, nos mais comoventes relatos.
É da saudade que não termina, do pensamento que não descansa, da vontade ininterrupta de encontrar algo...
Algo? Melhor dizendo, alguém.
Sim, estou falando do amor.
O sentimento que inspirou inúmeros poetas, artistas, mestres a fazerem obras grandiosas, marcando seus nomes para sempre nos livros de história.
Pois esse mesmo sentimento fez morada em mim, mero mortal, como se eu vivesse exclusivamente em função dele.
E talvez eu viva... Pois no fundo eu quero vê-lo crescer cada vez mais.
Tudo isso para entregá-lo quando chegar a hora. Entregá-lo por completo. Sem medo. Sem receio. Apenas entregá-lo.
Ainda é provável que eu me pergunte: "Quem é que receberia todo esse amor?"
Alguém! Alguém longe, mas alguém.
Porque tamanho sentimento verdadeiro não nasceria em vão, não tomaria conta de mim sem razão, não transbordaria meu ser em alegria por saber que existe emoção.
É amor que sinto, e amor que quero dar.
É sabido que as sementes mais fortes são capazes de crescer em solos áridos e pedregosos, sem precisar de muito para mostrar toda sua exuberância.
Digo que assim aconteceu com o amor que sinto: não foi regado por beijos demorados e horas de contato...
Bastou-lhe um abraço e um olhar.
Muitos confundiriam como ilusão ou imaturidade.
Mas eu sei que não é apenas isso quando me falta o ar, quando eu perco a fala, quando uma felicidade sem limites invade o meu ser.
É amor.
Foram encontros e desencontros, a espera sufocante do momento oportuno, a busca incansável por mais um abraço perdido como folhas ao vento numa tarde qualquer, a falta de coragem para dizer algo quando estive ao teu lado.
Episódios que dilaceraram meu ser, meu viver e meu querer.
Minha imaginação virou peregrina.
Viaja constantemente para momentos não vividos, para possibilidades não realizadas, para finais alternativos de cenas passadas.
Também vai ao futuro, e lá consegue ver a morada do meu coração que pulsa fascinante, sempre à espera de um encontro.
Talvez haja uma inversão interpretativa de conceitos quando se ama; pelo fato de sentir a solidão estando cercado de pessoas, de sentir a tristeza contemplando a felicidade, de continuar buscando algo mesmo já tendo encontrado, de ter saudade segundos depois de dizer até logo.
Se a vida não fosse tão difícil... Ou, talvez, se eu tivesse mais coragem, o tempo não seria tão cruel assim.
Não passaria tão devagar. Não me deixaria sem um final feliz. E para piorar, o mesmo tempo casou-se com distância.
Juntos vivem o que eu gostaria de viver ao lado de quem amo. O tempo virou as costas para mim.
Não posso gritar. Ninguém vai me ouvir. Só posso sentir; ser sincero comigo mesmo.
Esperar e ter esperança. Imaginar um pôr-do-sol iluminado pelos tons da natureza onde o vento dança a minha frente ao som de notas ostensivas de um piano.
Quando o último raio se esconder e a última nota for ecoada, que eu ainda tenha forças para dizer: "eu te amo".
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