Ao Eremita que Habita em Mim
Caríssimo eremita, venho expressar minha gratidão por se fazer presente em minha vida. Sabemos que o silêncio é uma virtude preciosíssima e que nem sempre consigo lhe conceder na abundância que merece. Porém, é capaz de compreender o meu esforço, pois também se esforça junto a mim.
Eu, que ainda trago os sonhos da primavera da vida, sinto-me honrado por ter um ser que esbanja sabedoria ao meu lado. Contudo, apresento sérias dificuldades em lhe dar voz. Ainda que a mesma não seja um problema, já que o senhor não expõe necessidade de falar. Talvez a tribulação esteja no ato de dar vez ao invés de vozes ecoadas aos quatro cantos. Se tem algo que me ensinara, foi o fato de que quase ninguém está disposto a ouvir, mas somente falar, e falar, e falar...
Chega de falas! Chega de diálogos vazios, de opiniões, de afirmações, de questionamentos abstratos que não levam a lugar algum. Esta carta é para que não desista de me ensinar a ouvir os outros, de compreender o sentido do vento e de dar testemunho em ações. Sei que pareço contraditório fazendo uso de palavras em um texto para lhe comunicar meus anseios, mas não podemos nos esquecer também que existe um faustoso silêncio na escrita. Algo que se relaciona à introspecção do ser na busca de respostas; um mergulho profundo nos abismos da alma.
Não quero me alongar. Nem tampouco fazer lúdicas reflexões. Apenas dizer que me sinto feliz em saber que não me abandonara, apensar de todo ruído. Tenho analisado suas ações ultimamente e as guardado na memória. Um dia elas serão úteis; quando precisar me recolher ao ermo da vivência, às margens do rio que corre agitado, observando suas águas turbulentas indo de encontro às pedras. Neste momento, terei consciência de que extraí o máximo que pude do senhor, eremita, que sem dizer uma palavra sequer, foi capaz de me ensinar grandes lições.
Eu, que ainda trago os sonhos da primavera da vida, sinto-me honrado por ter um ser que esbanja sabedoria ao meu lado. Contudo, apresento sérias dificuldades em lhe dar voz. Ainda que a mesma não seja um problema, já que o senhor não expõe necessidade de falar. Talvez a tribulação esteja no ato de dar vez ao invés de vozes ecoadas aos quatro cantos. Se tem algo que me ensinara, foi o fato de que quase ninguém está disposto a ouvir, mas somente falar, e falar, e falar...
Chega de falas! Chega de diálogos vazios, de opiniões, de afirmações, de questionamentos abstratos que não levam a lugar algum. Esta carta é para que não desista de me ensinar a ouvir os outros, de compreender o sentido do vento e de dar testemunho em ações. Sei que pareço contraditório fazendo uso de palavras em um texto para lhe comunicar meus anseios, mas não podemos nos esquecer também que existe um faustoso silêncio na escrita. Algo que se relaciona à introspecção do ser na busca de respostas; um mergulho profundo nos abismos da alma.
Não quero me alongar. Nem tampouco fazer lúdicas reflexões. Apenas dizer que me sinto feliz em saber que não me abandonara, apensar de todo ruído. Tenho analisado suas ações ultimamente e as guardado na memória. Um dia elas serão úteis; quando precisar me recolher ao ermo da vivência, às margens do rio que corre agitado, observando suas águas turbulentas indo de encontro às pedras. Neste momento, terei consciência de que extraí o máximo que pude do senhor, eremita, que sem dizer uma palavra sequer, foi capaz de me ensinar grandes lições.
Comentários
Postar um comentário