Conceito de Surpresa: Um Prato de Estrogonofe
Estava refletindo mais cedo sobre o conceito de surpresa; algo que explode seus contrastes sentimentais em nosso ser, despertando sensações repentinas e inesperadas. Tudo isso em razão de um prato de estrogonofe materializado sem explicações na noite anterior! Não, amigos, não estou falando de milagre ou feito sobrenatural, mas sim da probabilidade de algo fortuito acontecer.
Já havia escutado relatos de pessoas que ganhavam cupons promocionais em determinados produtos ou serviços. Para mim, não se passava de lenda. Ontem à noite já havia concluído meus afazeres literários, esquentado a comida e jantado na própria panela — tudo para não sujar mais um prato. Escovei os dentes, enchi a garrafa de água, abri o notebook para ler alguns artigos e deixei o celular ao lado. Terça-feira, dia de MasterChef. Ainda que eu não cozinhe nada, gosto de ver a criatividade dos cozinheiros em seu local de trabalho.
Na minha cabeça passava a seguinte sentença: "O que comerei enquanto assisto ao programa? Nada de surpreendente... Alguns biscoitos, talvez, um pão com margarina ou uma banana". Entre um artigo e outro, um comentário no Pena Pensante elogiando o conteúdo do site, a aba do YouTube aberta sem tocar nada e o relógio marcando mais de 21:00 h, um tremor invade o ambiente.
Uma notificação acabava de chegar no celular. Pego-o e vejo a frase: "Você acaba de ganhar um cupom de R$15,00 no Ifood, parabéns!". "Só pode ser piada", pensei. Mandei o ocorrido em um grupo de amigos perguntando sobre veracidade do fato. Disseram que eu poderia confiar. "Pois bem, vamos ver se hoje eu fui o afortunado..." "Estrogonofe por R$15,00. Usar cupom neste prato?", apertei a barra vermelha. "É este mesmo!".
Pedido realizado, era só esperar. "Mas que absurdo! Eu nunca usei esse aplicativo para pedir comida. Por que eles me deram esse cupom? Está muito estranho isso. Quando a esmola é demais, o santo desconfia. Eles vão cobrar, só pode. Não devia ter pedido, agora virá na fatura do cartão! O que foi que eu fiz". O interfone toca. Abro o portão e espero o entregador chegar na porta. Ele me passa o prato e eu penso: "Pronto! Agora ele vai cobrar". O moço então conclui: "Bom apetite!". Como assim? "Está certinho?", pergunto olhando com desconfiança. "Certinho!", e sai tão rápido quanto entrou.
Fiquei parado por alguns segundos com o prato quente de estrogonofe nas mãos — acompanhado de arroz, feijão e batata-palha. Em seguida entrei em casa e fechei a porta. MasterChef começando. O cheiro da comida inundava o ambiente. Peguei o garfo e a faca na gaveta, "obrigado, meu Deus", sentei-me de frente para a televisão e assim terminei o meu dia: entre as nuances da improbabilidade, o contraste da surpresa e as angulações do inesperado, fiquei com o presente da Providência.
Já havia escutado relatos de pessoas que ganhavam cupons promocionais em determinados produtos ou serviços. Para mim, não se passava de lenda. Ontem à noite já havia concluído meus afazeres literários, esquentado a comida e jantado na própria panela — tudo para não sujar mais um prato. Escovei os dentes, enchi a garrafa de água, abri o notebook para ler alguns artigos e deixei o celular ao lado. Terça-feira, dia de MasterChef. Ainda que eu não cozinhe nada, gosto de ver a criatividade dos cozinheiros em seu local de trabalho.
Na minha cabeça passava a seguinte sentença: "O que comerei enquanto assisto ao programa? Nada de surpreendente... Alguns biscoitos, talvez, um pão com margarina ou uma banana". Entre um artigo e outro, um comentário no Pena Pensante elogiando o conteúdo do site, a aba do YouTube aberta sem tocar nada e o relógio marcando mais de 21:00 h, um tremor invade o ambiente.
Uma notificação acabava de chegar no celular. Pego-o e vejo a frase: "Você acaba de ganhar um cupom de R$15,00 no Ifood, parabéns!". "Só pode ser piada", pensei. Mandei o ocorrido em um grupo de amigos perguntando sobre veracidade do fato. Disseram que eu poderia confiar. "Pois bem, vamos ver se hoje eu fui o afortunado..." "Estrogonofe por R$15,00. Usar cupom neste prato?", apertei a barra vermelha. "É este mesmo!".
Pedido realizado, era só esperar. "Mas que absurdo! Eu nunca usei esse aplicativo para pedir comida. Por que eles me deram esse cupom? Está muito estranho isso. Quando a esmola é demais, o santo desconfia. Eles vão cobrar, só pode. Não devia ter pedido, agora virá na fatura do cartão! O que foi que eu fiz". O interfone toca. Abro o portão e espero o entregador chegar na porta. Ele me passa o prato e eu penso: "Pronto! Agora ele vai cobrar". O moço então conclui: "Bom apetite!". Como assim? "Está certinho?", pergunto olhando com desconfiança. "Certinho!", e sai tão rápido quanto entrou.
Fiquei parado por alguns segundos com o prato quente de estrogonofe nas mãos — acompanhado de arroz, feijão e batata-palha. Em seguida entrei em casa e fechei a porta. MasterChef começando. O cheiro da comida inundava o ambiente. Peguei o garfo e a faca na gaveta, "obrigado, meu Deus", sentei-me de frente para a televisão e assim terminei o meu dia: entre as nuances da improbabilidade, o contraste da surpresa e as angulações do inesperado, fiquei com o presente da Providência.
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