Vó Zulmira: Meu Despertar à Literatura

Hoje estava organizando os inúmeros exemplares que venho recebendo em virtude das parcerias editoriais, muitos com dedicatórias e autógrafos dos próprios autores. E isso me fez recordar que todo esse processo começou há muito tempo, antes mesmo de existir tais meios de comunicação que uso para divulgar a literatura.

Eu estava com quatro para cinco anos em 1999 e começava a entender as primeiras palavras de um texto. De tal forma que minha vó Zulmira me presenteou com um exemplar que não se encaixava no gênero infanto-juvenil: um manual de orações. Depois desse, vieram outros e ela sempre completava com a seguinte frase: "Quando você se tornar adulto e eu não estiver mais aqui, irá folhear estes livros e se lembrar de mim."

Eis a prova que jamais devemos ignorar a sabedoria dos mais velhos. Vó Zulmira não está entre nós há mais de 13 anos, mas todos os livros dedicados a mim permanecem intactos e conservados; e digo mais: o que ela presumia deu certo!

Nascida em 1915, sendo a mais velha de 10 filhos, conseguiu consolidar na vida de seu neto mais novo os valores da oração e da leitura. E hoje eu consigo perceber que essas virtudes, quando semeadas na infância, criam raízes tão profundas que são impossíveis de serem arrancadas!

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