Adeus, Redes Sociais!

Hoje excluí definitivamente minhas redes sociais. A sensação que veio logo após o ato foi da mais cristalina liberdade, como se os holofotes tivessem se apagado e toda futilidade tivesse se esvaído numa leve brisa. Sim, acredito ter sido uma sábia atitude tomada, ainda mais encarando o modelo de vida que tenho aspirado nos últimos tempos.

Posso dizer: não preciso dessa capa que encobre a realidade com seu tecido egocêntrico. Se soubesse, teria feito antes. Teria saído de cena; das telas policromadas; das ideias materialistas e dos modelos exacerbados em delírios. Busco a simplicidade de novo... E de novo a encontrarei na realidade dos feitos corriqueiros que trazem o brilho da poesia ao longo de sua extensão. Sim... É isso que quero!

Ser simples! Como a folha da árvore frondosa que balança com o vento e a chuva. Não existe isso nas populares redes sociais, pois o próprio nome afirma que tais folhas estão presas em grossas redes que impossibilitam os movimentos da liberdade. Presas em opiniões; presas em conceitos; presas em teorias; presas em preceitos; presas em si e naquilo que construíram ao seu redor.

Não podem mais ver o horizonte; o arcabouço das convicções se tornara uma grande fortaleza intransponível onde cada folha definha e seca em seu gélido interior. Cadê a socialização neste cenário? Fortalezas apinhadas umas nas outras em que cada qual se julga a melhor num coletivo de milhões. Assim correspondem à rede... E se socializam... Dificilmente serão livres dessa superficialidade que pesa em demasia, pois se sentem protegidas.

A natureza da folha é respirar e sentir o calor do sol, mover-se com o vento e cair no solo quando não mais se sustentar no galho. Maravilhoso ciclo que se repete com o tempo, porém terrível quando não compreendido e aceito por quem precisa enfrentá-lo. Voltando à minha vivência, não pretendo retornar às redes sociais pois se, de fato, fosse uma dessas folhas descritas, já não portaria forças para me firmar. Certamente já teria me desprendido e caído sobre a relva, evaporando toda seiva, sumindo nas entranhas da terra. Minha consciência estaria nas nuvens que planejam uma tempestade e visam tornar as árvores cada vez mais verdes.

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