Entre a Seriedade e a Comicidade

Além de tudo, meu humor costuma variar do sério ao cômico em grandes proporções. Lembro-me de uma conversa descontraída onde era cabível um tom jocoso, cujo riso fazia-se presente. Momentos depois, já estava adornado com o manto da seriedade. É importante ressaltar que isso não me faz bipolar, mas alguém que sabe dosar o humor necessário para determinada circunstância.

Acredito que seja importante levar a vida despreocupado, oscilando as emoções de acordo com o que é vivido. Na hora de rir, rio como ninguém. Para um contador de estórias, o riso é combustível; algo precioso que inunda o ser de graça e eterniza o momento. Rir é dom, é força motivadora para prosseguir, é ave que voa numa tarde de verão.

Mas é preciso se atentar. O mesmo finda-se nos temores e anseios. A hora de chorar às vezes vem e sobrepõe-se ao riso com seu peso exorbitante. Nasce a compaixão de sofrer por mim e pelo próximo que divide sua carga. A seriedade empática toma conta num laço apertado, e logo tento desatar o nó embaraçado de problemas passageiros.

São questões da vida. Emoções que variam e moldam a personalidade. Saber agir e acudir alguém em seus receios requer essa flexibilidade, pois não dá para ser estático aquele que possui um coração batendo no peito. Sentir, sim; ignorar, não.

Nas veredas da comicidade, é possível encontrar honradez. A piada não precisa ser vulgarizada para induzir ao riso. Enfim, eis a mescla fundamental da oscilação de humor: até para ser engraçado, é preciso ser sério. Entre esses dois extremos de uma linha imaginária, viajo no cotidiano, carregando meu arcabouço experiencial e aprendendo, cada vez mais, a apuração humorística que instiga o ser humano a viver.

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