Menos Imagem, Mais Imaginação

Desde o começo, me propus a escrever... Experiências, reminiscências, casos e outras coisas que viessem à minha mente. E estive fazendo isso com muito gosto em apurar o ofício da escrita de acordo com as publicações esporádicas. Lembro-me de ter escrito sobre a volta dos textos desorientados, pois, de fato, esta é a melhor classificação para tais linhas corridas: sem um tema específico, apenas palavras organizadas em pensamentos que ganham suas formas em breves parágrafos.

Tudo corria bem quando a inspiração vinha; os textos surgiam como uma teia concluída às pressas por um aracnídeo perdido em tantos afazeres. O problema estava no toque final, na cereja do bolo, no último elo de conexão entre dois extremos: na imagem que ilustrava o relato. Aí firmava-se um problema! O último nó da teia não seguia a fiada dos pontos da obra, concedendo um resultado oposto ao almejado.

Queria embelezar o texto, tornando-o mais atrativo. Tiro n'água. Ao pesquisar uma imagem adequada para vir à frente da reflexão, construía um bloqueio na imaginação de quem se propunha a ler o que eu tinha para compartilhar. O foco estava na bela gravura garimpada, quem na maioria das vezes nem era de minha própria autoria. Todos os direitos reservados? Nada disso! Tive que deixar o alerta explicando o fato: "Algumas das imagens presentes no site foram coletadas no Google, caso você seja o autor, entre em contato".

Foi justamente quando escrevi sobre O Grão de Feijão e a Semente de Laranja que me ocorreu tal embaraço. Não conseguia encontrar uma imagem adequada para destacar o texto, então tive que optar por um broto de um vegetal recém-nascido. Que tipo de cronista é esse? Incapaz de despertar os sentimentos almejados apenas com seus relatos, precisando buscar recurso em outras mídias. A partir daí, resolvi abrir espaço à imaginação cessando o uso condicionador das imagens.

Os textos são os mesmos, assim como suas reflexões eleadas. Sem rumo. Agora com um diferencial: quem vier, virá pelas palavras e não pela atratividade visual. Assim, farei jus ao nome atribuído ao espaço, concernido ao tempo sua fonte de contemplação. Só agora posso dizer que são crônicas, ou quase isso...

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