O Campo Cinzento das Palavras
Lá estava eu, desacordado sobre as cinzas das palavras. Depois de um incêndio ter devastado o campo das ideias, arruinando todos os pomares textuais organizados em minha mente, só me restou o fino borralho batido ao chão. Ali eu adormeci a espera da fênix, cujo ciclo se concretiza em seu ressurgimento das cinzas.
Em meio aquela opacidade, algo começava a reluzir. Uma palavra!? Estaria eu no fosso das palavras minguantes? Improvável, pois a sensação dessa vez não se restringia nas paredes de uma caverna, mas na amplitude de uma campina inabitada. A palavra não caiu de cima como da última vez, cabendo-lhe o ofício de broto numa terra ressequida.
Enfim, pude esfregar os olhos e forçar a leitura: "predicado". Era um substantivo se revelando a mim. E eu, como sujeito daquela ocasião, logo entendi o porquê. Os campos cinzentos e desertos eram inerentes à minha essência, atribuídos ao gênio da escrita que vez ou outra costumava florescer. Apesar do cenário melancólico, não me sentia nem um pouco deprimido. A pacificidade, ao certo, era a protagonista ecoada naquela vastidão.
O fato é que depois os campos começaram a verdejar mais uma vez, como a mudança de uma breve estação. De brotos, surgiram árvores e tudo voltou ao normal. Ainda tento descobrir se foi o predicado que irrigou o sujeito de oportunidades, ou o sujeito que deu o movimento necessário ao predicado. Mas de qualquer forma, a alternância das cinzas à floresta veio na hora certa; se é que existe hora para isto...
É um ciclo que às vezes se completa rapidamente enquanto outras demora mais que o previsto. Ainda tive a audácia de tentar compreender o motivo desordeiro, porém foi inútil, levando-me a adormecer a espera da fabulística fênix que, de certo modo, apareceu. Não da forma fantasiosa como relata os contadores de estórias, mas esbanjando simplicidade quando ressurgia solitária das cinzas de forma predicativa.
Em meio aquela opacidade, algo começava a reluzir. Uma palavra!? Estaria eu no fosso das palavras minguantes? Improvável, pois a sensação dessa vez não se restringia nas paredes de uma caverna, mas na amplitude de uma campina inabitada. A palavra não caiu de cima como da última vez, cabendo-lhe o ofício de broto numa terra ressequida.
Enfim, pude esfregar os olhos e forçar a leitura: "predicado". Era um substantivo se revelando a mim. E eu, como sujeito daquela ocasião, logo entendi o porquê. Os campos cinzentos e desertos eram inerentes à minha essência, atribuídos ao gênio da escrita que vez ou outra costumava florescer. Apesar do cenário melancólico, não me sentia nem um pouco deprimido. A pacificidade, ao certo, era a protagonista ecoada naquela vastidão.
O fato é que depois os campos começaram a verdejar mais uma vez, como a mudança de uma breve estação. De brotos, surgiram árvores e tudo voltou ao normal. Ainda tento descobrir se foi o predicado que irrigou o sujeito de oportunidades, ou o sujeito que deu o movimento necessário ao predicado. Mas de qualquer forma, a alternância das cinzas à floresta veio na hora certa; se é que existe hora para isto...
É um ciclo que às vezes se completa rapidamente enquanto outras demora mais que o previsto. Ainda tive a audácia de tentar compreender o motivo desordeiro, porém foi inútil, levando-me a adormecer a espera da fabulística fênix que, de certo modo, apareceu. Não da forma fantasiosa como relata os contadores de estórias, mas esbanjando simplicidade quando ressurgia solitária das cinzas de forma predicativa.
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