Mais Dois Dedos de Prosa com Sr. Bill
Com quase dois anos de idade, Sr. Bill resolveu se aposentar do cargo de inspetor de qualidade das análises literárias feitas no Pena Pensante. Contudo, o mesmo não perdeu sua veia artística canina.
"Lembro-me da fábula do leão e as pinturas que havia me contado há algum tempo", falei. "Teria outra que gostaria de compartilhar comigo?"
Sentei-me ao seu lado e o esperei se aproximar. Enfim, comentou que em um de seus devaneios por entre as linhas de exemplares empoeirados, um corvo estava pousado em uma árvore, com um queijo no bico. Atraído pelo cheiro, a raposa aproximou-se e disse-lhe em tom lisonjeiro:
"Bom dia, meu caro senhor corvo! Como o senhor é belo! Como são lindas suas penas, e que brilho têm! Se tiver a voz maviosa na proporção da grande beleza da plumagem, sem dúvida será a fênix destas florestas!"
O corvo, ao ouvir a lisonja, não coube em si de tanta vaidade. E, para mostrar a magnífica voz que então julgou possuir, abriu o bico e deixou o queijo cair. A raposa logo o apanhou sem perder tempo e disse à ave vaidosa:
"Pois é, Filipe," concluiu Sr. Bill, "o pobre corvo, confuso e envergonhado, jurou, embora tarde, que nunca mais seria apanhado pelas habilidades dos aduladores."
No final da prosa tiramos uma foto para registrar o momento.
"Lembro-me da fábula do leão e as pinturas que havia me contado há algum tempo", falei. "Teria outra que gostaria de compartilhar comigo?"
Sentei-me ao seu lado e o esperei se aproximar. Enfim, comentou que em um de seus devaneios por entre as linhas de exemplares empoeirados, um corvo estava pousado em uma árvore, com um queijo no bico. Atraído pelo cheiro, a raposa aproximou-se e disse-lhe em tom lisonjeiro:
"Bom dia, meu caro senhor corvo! Como o senhor é belo! Como são lindas suas penas, e que brilho têm! Se tiver a voz maviosa na proporção da grande beleza da plumagem, sem dúvida será a fênix destas florestas!"
O corvo, ao ouvir a lisonja, não coube em si de tanta vaidade. E, para mostrar a magnífica voz que então julgou possuir, abriu o bico e deixou o queijo cair. A raposa logo o apanhou sem perder tempo e disse à ave vaidosa:
"Meu caro, aprenda que o adulador vive à custa de quem lhe dá crédito. Esta lição tão proveitosa que lhe dou vale bem o queijo que me entregou."
"Pois é, Filipe," concluiu Sr. Bill, "o pobre corvo, confuso e envergonhado, jurou, embora tarde, que nunca mais seria apanhado pelas habilidades dos aduladores."
No final da prosa tiramos uma foto para registrar o momento.
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