A Migração dos Textos Desorientados

Desde quando passei a escrever regularmente as peripécias que iam e vinham no meu imaginário, precisei fazer algumas alterações no espaço onde as redigia. Tudo começou com o Penasso Poliglota, cujo propósito inicial era acompanhar meu desenvolvimento no estudo do italiano e francês que vinha me dedicando àquela época. Logo na primeira semana, iniciei um processo diário onde tentava relatar algo com o intuito de treinar minha capacidade de escrever, contudo o nome da plataforma só foi alterado para Penasso Cronista alguns meses após eu notar que os textos publicados não tinham nada a ver com o estudo de idiomas.

Passei a escrever memórias, reflexões, contos, acontecimentos e tudo mais que se enraizava em meu raciocínio e tentava florescer em parágrafos curtos de um texto qualquer. Deu certo! As redações estavam em seu devido lugar, paralelas às resenhas do Pena Pensante, onde o conteúdo é mais formal e informativo. Mas havia algo que ainda estava sendo um empecilho para mim: todos os escritos estavam sendo publicados no Wordpress.

Longe de mim dizer que a plataforma não supriu minhas necessidades de publicação. Muito pelo contrário, ela foi muito boa! Contudo, não condizia com a simplicidade que eu queria trazer ao espaço criado unicamente para a disponibilização dos textos. Em todo o tempo que atualizei o site por lá, conquistei alguns leitores recorrentes que curtiam as minhas publicações, sendo a autora do site Miau do Leão a que mais dispunha de consideração sobre aquilo que eu oferecia. Sempre curtia tudo. Às vezes passava horas escrevendo um conto para me distrair sem a esperança de que alguém fosse ler. Minutos depois, lá estava a estrelinha que Miau do Leão havia me concedido. Enfim, quem diria que eu teria uma leitora no Wordpress?! Pois eu tinha.

Quando resolvi migrar o conteúdo para o Blogger, aspirei a simplicidade. Já tinha autonomia por aqui, pelo fato de administrar o Pena Pensante, e sabia onde se encontrava as ferramentas essenciais. Talvez essa mudança seja a maior que o Penasso Cronista tenha passado desde quando foi criado. Hoje são quase uma centena de crônicas publicadas que refletem aquilo que por um instante incendiou minha mente, levando-me ao desejo de transformar os pensamentos em palavras de linhas corridas sem tema ou foco, apenas palavras.

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