A Luz e a Solidão

Esqueçam das palavras bonitas; das construções poéticas; das frases harmônicas. Nada disso será descrito hoje. Mas algo muito maior, que vai além das minhas habilidades com a escrita. Algo que não se compartilha numa roda descontraída de amigos, na mesa com a família, em tardes de verão — sagrado ao meu ver. Sim, foi o que eu disse.

O que aconteceu cabe a mim. Foi para mim. Nada para ninguém — visando a abrangência do meu ser ao coletivo. Tudo para todos. Confuso? De fato, não escrevo para que tenham compreensão dos mistérios da vida. Escrevo para que saibam que eles existem. E acontecem a cada momento. Agora mesmo está acontecendo. 

Não se desesperem; tudo será explicado. Não por mim. Eu apenas vivenciei. O que eu vi? Luz! Invadindo meu quarto e tocando meu espirito. Uma sensação de tranquilidade como ondas azuis quebrando em praias brancas; vento que passa entre folhas; vida que é vivida. 

Tudo parece bobagem para vocês. Eu sei. Mas acreditem, existe mais. Algo inexplicável aconteceu ontem à noite. Um presente me foi dado. Nada que eu possa tocar — pelo menos com as mãos. Tampouco que possa descrever. 

Estava sozinho em matéria. Mas eu vi a luz entrar. Nada de ilusão; nada de reminiscência; relance ou relapso. A luz entrou. Eu vi. E me fez companhia até eu me deitar. Em seguida, foi-se embora. Foi real. Acompanhou minhas palavras, meus sorrisos e minhas lágrimas. Eu tive a certeza que estava sendo guardado de perto. Nada mais digo, apenas sinto com meu coração: que o amor prevaleça em todos os corações.

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