Caí na Real

Passou à mente o fato da minha escrita ser impulsionada por uma força desconhecida; regida ao laço da ambição; estacionada à sombra da vaidade e emancipada pelo desejo do sucesso. Eu não sou esse que vos fala. Nunca fui. Não quero que o ofício se resuma à superficialidade do querer escrever por reconhecimento, mas que o mesmo se expanda à profundidade sentimental que esconde os monstros que alimento. 

Percebi o erro. E quero reverter a situação.A escrita é o meu meio de acesso ao mundo da imaginação e nela encontro as asas da minha criatividade tímida com medo de se expor. Se ao menos a visse como uma filha querida. Mas não; não a vejo assim. Vejo-a como uma máquina de fazer e refazer algo metódico e burocrático. Chega dessa palhaçada. Rasguem as folhas. Abram as janelas. Renasci para a escrita. 

Minha alma agradece pela coragem — sei que mudei. E quero mudar muito mais. Não existe ninguém que possa fazer esta mesma coragem crescer em mim a não ser eu mesmo. E cá estou eu. Escrevendo. Sem medo de ser feliz. Sem medo de falhar no cumprimento da estética. Sem receio. Este sou eu — cheio de pontos finais. E a você que lê, desejo-lhe o mesmo: coragem. Existe algo além do ponto final.

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