Combatente Interno
Diário de um combatente interno.
Personagem criado em uma tarde qualquer, que diz o seguinte:
— Estou mal.
— Estou mal.
Uma sensação nunca antes vivida invade meu peito.
Algo que estimula o instinto de ânsia.
Um certo nojo, talvez. Mas, não...
Desgosto pode ser a palavra.
Desilusão.
Hoje é um dia que deveria ser esquecido.
Um dia de sentimentos ruins.
De palavras vazias e mentes fechadas.
De falta de sentido nas frases
E de baixa frequência.
Não queria que fosse assim, mas a felicidade se foi
E se escondeu.
Eu não tenho nenhum sinal dela.
Parece que tudo o que construí caiu por terra.
Não tinha uma base sólida.
Colapsou.
Estou tremendamente preocupado com tudo.
A luz do sol não me alegra.
Tampouco o azul do céu.
Sinto-me um lixo.
Alguém usado e descartado.
Não tenho coisas bonitas para falar.
Plantei e colhi... Não é assim que funciona?
Não fui eu que corri atrás da tormenta?
Pois bem.
Agora eu que aguente.
Não tenho mais o brilho nos olhos
E o coração pulsante de emoção.
Não sei que caminho seguir.
Como seguir...
Os passos não me levam a lugar nenhum.
E a vida... Esta se estacionou.
O amor se foi e se perdeu.
As histórias acabaram.
A cortina se fechou e a plateia sumiu.
Nenhuma lagrima para estampar tristeza foi projetada.
Um vazio emocional patente me estraçalha,
Pois quem pensei que fosse não é.
E o que fiz de nada valeu.
Desejo terminar meu ato assim:
Avassalando os sentimentos outrora preciosos
E transformando-os em escravos
De um coração insensível, imaturo e egoísta.
Que todas as luzes se apaguem — disse o combatente orgulhoso.
Seus sentimentos acabaram destruindo-o e ele se foi para sempre no oceano de suas preocupações. Afundou-se apático e nunca mais foi visto. Morrera afogado.
Esta é a trágica história de quem viveu para si só, sem olhar os outros ao seu redor.
Vida que segue! As histórias continuam...
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