Palavras Densas

Existe uma parte da minha vida que não foi vivida. Mas não vou me queixar sobre isso. Vou viver o que estiver para mim, no meu caminho, no compasso em que me encontro. O problema é que eu não consigo tirar esse aperto no peito.

Agora exerço a contemplação, e na rodovia dos pensamentos encontro um ou outro para me trazer tranquilidade. Apenas um ou outro.

Essa carreata tem me matado lentamente; meu coração não aguenta. Agora me deito e espero por um milagre na mente. Esta se tornou minha inimiga... Por ora! 

Deixarei as palavras por aqui. Quero vê-las amadurecendo até cair do pé.

E não é que caiu?!

Rolaram rio abaixo, mas não chegarão ao mar. Ficarão presas nas pedras. 

O mar é apenas para quem leva sutileza consigo, e minhas palavras não são sutis. São densas e logo se enterram nas profundezas onde a correnteza não exerce força alguma.

Tentei ler alguma coisa, mas nada parou em minha mente. Pensei que alguma mensagem pudesse me fazer bem, mas... Não encontrei alguém que sentisse o mesmo que eu. Solidão no campo das palavras. Ela veio e se plantou aos meus pés.

Quando saio do transe, ouço vozes. Algumas metrificadas, outras livres... Mas as ouço em notas graves, tentando formar uma canção alegre. Tudo em vão.

É hora de partir e deixar as palavras de lado. A tarde está linda. Ensolarada e azul.

O relógio não parou um segundo sequer para que eu organizasse o que tenho para dizer.

Se é que eu tenho alguma coisa para dizer...

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