Ah, os pontos finais...
Aos poucos vou descobrindo minha identidade na escrita. Palavras emancipadas à emoção de viver a trivialidade com um toque de aventura. Lugar onde os pontos finais fazem morada. Trabalham. E trazem um suspiro à corrente avassaladora da linguagem. São 11:13 da manhã. Uma onde de ansiedade acabou de me atingir. Meu coração disparou. Apertei o polegar esquerdo com o indicador e fechei os olhos por um instante. Um filme passou na minha cabeça. Um desastre! Um espetáculo de inseguranças há muito escondidas. Meu maior desejo é vencê-las. Transformá-las em nuvens passageiras. Mas como farei isso eu não sei. Por que tudo isso aconteceu? Respostas jogadas fora. Nunca saberei. Só sei que ontem eu era uma pessoa, hoje sou outra. Pensamentos que vão e vêm num cortejo fúnebre no breu do inconsciente. Seria tudo mais fácil se eu pudesse me esconder em um lugar que só eu saberia. Neste lugar haveria apenas flores, pássaros, árvores e cachoeiras. Uma casa esconsa na floresta. Lá eu descansaria. Mas is...