Manhã que já se foi...
12:35
O computador está sobre a mesa. E eu escrevo qualquer coisa.
Mas o mais surpreendente disso tudo é o contexto no qual me encontro.
Vento entrando pela janela e passando por minhas costas.
Ontem era dia de finados e fez um sol estonteante.
Uma surpresa para mim que só guardo na lembrança tal data com chuva e tons cinzentos.
De qualquer forma, hoje o dia está mais cinza do que ontem.
Uma música familiar tem invadido o ambiente em que me encontro.
Sei das minhas obrigações e das coisas que preciso estudar. Mas não consigo...
Nada entra na minha cabeça agora! Preciso encontrar a chave da concentração.
Mas essa música... Nostálgica, que me acompanhou por muitos anos.
Faz-me recordar tempos passados, perdidos, quase esquecidos nas entrelinhas rotineiras.
Sei que nada do que escrevo agora faz sentido.
Nesse arquétipo poético que nada cabe senão a banalidade.
Atentem-se às horas! Já passou do meio-dia.
É tarde!
A manhã já se foi e nada estudei.
Cabeça fechada.
A música não para. A vida também não.
E para minha surpresa: o sol.
Resolveu aparecer.
E, por ora, continuará comigo.
Dentro de mim.
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