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Mostrando postagens de abril, 2021

Se perdeu!

Pronto! Meu computador retornou a mim aparentemente mais rápido; agora consigo escrever normalmente. Mas tudo está tão superficial. Onde está a poesia? A joia reluzente que cintilava a cada parágrafo? Se perdeu! Com uma manada desenfreada de informações abafadiças que ocupa lugar na mente e germina a ansiedade latente.  Informações podem ser prejudiciais, de fato, quando usamos da comparação para fazer classificação artística daquilo que produzimos. Atualmente tenho postado no Instagram seguindo um feed organizado e um estilo único de colagens ilustrativas. Quantos mais contas sigo, mais percebo que sou um grão de areia numa infinidade de opções.  Quantos outros autores querem sair do limbo e assinarem seus nomes no panteão da escrita... Eu sou apenas mais um errante de páginas sem ânimo para mostrar meu rosto nas vielas superficiais frequentadas por aqueles que fazem da escrita uma máquina de futilidades.  Todos na busca pelo sucesso. Status! Enquanto isso a natureza lá ...

Turbilhão de Novos Sentimentos

Ontem eu tive uma leve crise de ansiedade que quase me deitou. Hoje estou aqui escrevendo, com resquícios de páginas arrancadas de uma história nunca contada. No fone, Daydream. E por eu tanto sonhar acordado, me perco muitas vezes nos pensamentos retumbantes que batem forte em minha cabeça, parecendo que querem sair por aí para criarem vida sem mim. De nada mais adianta reviver fantasmas do passado. Agora eu preciso saber lidar com sentimentos e evoluir a ponto de saber distingui-los. Estou vivendo, sim. E vivo sentido cada dia mais. Tudo bem que ontem eu não tenha gostado tanto das colagens — não apenas daquelas no Pena Pensante, mas também das colagens da vivência. Todavia, hoje eu fiz um trabalho melhor. O problema é agora o turbilhão de novos sentimentos indo e vindo. Muitos desconhecidos. Alguns já saturados. Uma constelação, talvez. Eu mais uma vez venho me refugiar na escrita. Sem saber sequer o que escrevo aqui. Só sei que me sinto melhor.  A ansiedade parece se dissipar n...

Pós-queda do Notebook

Há muito não escrevo nada, embora esteja passando por escritor de sucesso no Instagram com a página do Pena Pensante. Vamos lá: as colagens estão ficando sensacionais, de uma forma que eu jamais pensei. Contudo, não tenho produzido nada de novo. Desde que o meu notebook caiu de cima do guarda-roupas as coisas mudaram um pouco. Sim, ele caiu. Lá de cima! Do guarda-roupas! E agora ele precisa de manutenção. Os dias que passei sem ele não foram jogados fora; continuei produzindo a arte e o feed organizado no desktop com maior carinho. Apesar de não ser a mesma coisa, está dando certo. Tenho conquistado alguns seguidores de forma bastante rápida, como nunca havia conseguido. E entendi que tudo o que é feito com carinho e beleza, tende a ser mais seguido. É óbvio falar isso na teoria, mas na prática os pensamentos são corrompidos. Por muito criei com o intuito de fazer sucesso. Tudo para o ralo. Fracasso, de fato! Agora tem sido diferente, pois tenho posto meu coração no que faço. E não faç...

Nada com Nada

Ontem eu escrevi nada com nada por aqui. Não sei o que houve; na verdade, eu sei, sim. Aconteceu que eu esgotei minha mente pensando em propostas que venho desenvolvendo para a escrita exercida nos últimos dias: fantasia. Algo novo, pelo menos para mim!  Quis me dar o luxo de relatar minhas experiências numa noite quente, de muitos pensamentos vagando perdidos por minha cabeça. Um verdadeiro desastre. Já passei da fase de pensar em palavras rebuscadas para escrever... Quando o li, vi que tinha de refazer tudo.  Estava egoísta. Egocêntrico. Clichê! Partiu-me às avessas. Não posso mais ser assim. Ainda sobra algum resquício. Mas o fato é que eu tive que lapidar um texto inexistente. Sim, não era eu quando escrevi. Era apenas uma capa. Uma casca! Algo que me prendeu no escuro. O texto foi criado, mas não existia em sua essência. Superfície artística transmutada em saída de emergência aos apelos vivenciais. Nada com nada. Palavras jogadas às paredes dentro de taças de cristal tran...

Escrevo Fantasia

Estou escrevendo fantasia e amando o resultado. Já ouvi de outros escritores que os personagens criados têm vontade própria. De fato, posso atestar que sim. Pensei em algo totalmente diferente da vereda que caminho agora. A narrativa criou vida de forma involuntária.  Ouso dizer que a obra é quem está me escrevendo. Hoje restam-me apenas dezoito dias para eu finalizá-la. E tenho esperança que esta obra será a vencedora do concurso. Estou escrevendo-a justamente para ele. E ela será minha porta de entrada aos grandes autores do Wattpad. Eu acredito nisso. Mentalizarei que sim. E depois, conquistarei meus leitores no Instagram. E depois... Uma editora! E depois... Publicação! Seguirei escrevendo e sonhando. Chega de textos às gavetas. Agora nasce um autor que alavancará seus escritos aos leitores de verdade. Os livros são também uma forma de viver. Eu os amo e sempre os amei. Pois foram eles que abriram seus braços a mim quando mais ninguém sabia de minha existência.  Ah, fantas...

Abraço dado pelo Saudosismo

Hoje recebi um comentário no Instagram do Pena Pensante: "que linda arte", disseram. O que esse comentário representa para mim? O primeiro de um trabalho feito com amor e carinho por quem ama o que faz, e encontra nessa mesma arte elogiada um refúgio do mundo real. Não estou tentando me esconder em textos ilusórios. Mas percebo agora que tudo o que é feito com dedicação ganha o reconhecimento de forma automática. Digo isso pois por muito vaguei por vielas de produção sem nada ter em troca. Afinal, o meu objetivo era sempre o sucesso e nada mais. Eu aprendi o segredo. Mudei minha visão e o meu modo de agir e pensar. Não produzo buscando reconhecimento. Produzo porque amo; escrevo porque quero; publico porque sou chamado a isso. Está em mim. Como um abraço dado pelo saudosismo. Amo o que faço. O que escrevo, principalmente. Aprendi a amar. Aprendi também que cada um tem um estilo, um caminho percorrido, um sentimento a ser expressado. E o meu... o meu é único! Como o de todo mu...

Céu Cor de Rosa

Ontem pela tarde eu saí para comprar algumas coisas na mercearia. Um espetáculo acompanhou eu e Otávio no percurso: o céu estava cor de rosa. Fiquei tão admirado que logo disse: "veja só como está o céu". E ele completou: "é sinal que o frio está chegando". Pois é, de fato. O frio se aproxima mais uma vez. E com ele, a magia da natureza em mudar a coloração do céu. Para muitos, olhar para cima é uma dádiva. Isso é afirmado por quem olhou para baixo durante anos a fio. E nada mais viu senão as pedras do caminho. De tanto lamentar e chorar os obstáculos, cravou os joelhos no chão e virou-se ao alto. Lá ele pode ver as aves do céu, voando em júbilo por entre os raios do sol. Também viu as nuvens, indo e vindo, simbolizando o tempo que passava impetuoso, marcando a face mas mantendo a profundidade da alma. A lição que tirei desse episódio é que apesar da trivialidade cotidiana, o céu ainda pode nos surpreender com uma tonalidade diferente. Rosa! Quem diria que por um di...

Escrevo o Vazio

Hoje acordei tarde. Sonhei com palavras, versos e parágrafos. Eu estou imerso nesse oceano literário ultimamente. O Instagram do Pena Pensante está lindo com o feed organizado, com as cores contrastadas dentro da paleta invernal, com as colagens artísticas e, é claro, com meu entusiasmo. Mas... até quando? Até quando sustentarei este trabalho sem retorno? Parece uma roda d'água girando fora da cascata: textos escritos para as gavetas. E sobre isso refleti durante esta noite. Peguei o kindle e li mais um pedaço de Cem Anos de Solidão. Depois, refleti. Jamais deixarei de escrever para as gavetas. Ontem mesmo descobri uma plataforma para cronistas chamada Medium. Nenhuma vontade tive de me cadastrar. Estou confortável aqui, dentro da liberdade da solidão. Contudo, existem os outros textos. Textos que escrevo para serem lidos e sentidos. Não que estes de cá eu não escreva com este intuito; mas estes são um tesouro a ser descoberto ao longo do tempo; enterrados e perdidos; quem sabe um ...

O Veneno da Inveja

A inveja está entre mim e todos aqueles que fazem um trabalho bem-feito. Sim, ela está entre nós. E nós precisamos encontrar uma forma de lidar com ela; saber de sua existência, e conseguir agir apesar de sua carga negativa. Digo isso pois hoje, após ter divulgado uma obra, senti tamanha carga adentrar pelas frestas entreabertas do meu ser. Um tanto quanto sorrateira, rastejante, como uma cobra prestes a dar o bote. Tudo bem, eu já entendi que ela existe e que tenta me derrubar com seu veneno letal. Isso já aconteceu antes, algumas vezes. Em momentos sortidos de fraqueza emocional. Agora eu já aprendi. A inveja não vai me derrubar. Sou forte perante a sua insignificância. Inveja! É emanada de fontes duvidosas, de quem aparentemente me quer bem, ou de quem tem a vida sobrecarregada de tormentos e lamúrias. Eu sou um artista e jamais deixarei a inveja corromper minha arte. Eu amo a minha arte! E por amor, ela não alcançará as margens da minha escrita, nem sequer verá as linhas em branco ...

Para as Gavetas

Meu dia hoje foi como uma chama queimando o pavio lentamente. O desanimo tomou conta de mim pela manhã e pensei que jamais fosse conseguir recuperar as forças para produzir algo de útil. Pois me enganei. Pela tarde a vela já estava consumida e eu me encontrava na escuridão. Não sei por que cargas d'água a inspiração renasceu numa exposição espetacular daquilo que produzo.  Achei uma maravilha, de fato! Agora sinto-me um tanto quanto cansado. Acho que já produzi o suficiente por um dia. Quem sabe... Nunca é o bastante! Vejam bem: eu me sinto um escritor na essência. Escrevo constantemente! Segredos... Até este texto de agora é um segredo. Escrevo para as gavetas, para as paredes, para a vida que passa pela janela do quarto onde me deito. A loucura da escrita já me consome há anos. E agora ela vem atingindo lugares mais profundos, pois aprendi a tragá-la e a prendê-la em meus pulmões. Ao contrário dos fumantes, eu não solto a fumaça da escrita. Ela fica impregnada em mim.  Tente...

Chega de Fantasmas

Hoje me bateu um desânimo. E uma vontade de desistir. De não ver mais saída para tantos gritos e lamentos vindos de todos os lados. Como fazer com que leiam meus livros se estão todos preocupados somente com suas histórias individualistas? Como fazer a flor nascer neste solo saturado de tanto germinar? Cansei de implorar. De fazer papel de bobo na multidão letrada! Dei o meu melhor e nada recebi em troca senão migalhas — migalhas que caíram da mesa e mais ninguém quer. Eu não sei como acessar essas pessoas, pois por muito tempo me retraí. Me contive nos esconderijos da alma, e fui incapaz de sair para sequer ver o que estava acontecendo.  Vou dizer uma verdade: o saudosismo me arrebenta. Eu não posso, de forma alguma, deixar esta sensação lancinante me consumir. Bola pra frente! Chega de fantasmas assombrosos.  Eu sei que preciso me reinventar. Encontrar a minha essência. Estar disposto a mudar e não ter medo de tropeçar. São tantas coisas. Mas por ora estou cansado, e preciso...

Uma Tarde Alaranjada

Otávio toca em seu teclado novo. E eu escrevo encostado na parede, sentado no colchão de lençol azul, do lado de sua cama. A colcha se destaca: branca com pintas amarronzadas imitando a pele de um animal. Uma vaca, talvez.  Nossa, que texto superficial. Meu Deus. Estamos no início da noite de uma sexta-feira. Sexta-feira da Paixão. Após sua linda apresentação na missa transmitida aos fiéis, finalmente retornamos. A tarde foi alaranjada; espetacular e vazia. Ainda estamos na pandemia, e o isolamento é obrigatório. Isso vem se estendendo há mais de um ano. Fiquei pensando outro dia em como era nossas vidas antes disso tudo. Íamos ao cinema, saíamos aos bares, teatros, concertos, e ríamos, nos divertíamos e vivíamos uma vida. Agora está tudo diferente. Mas já nos acostumamos.  Lembro-me da Semana Santa do ano passado; já estávamos isolados, e sequer poderíamos imaginar que um ano depois a situação estaria pior. Mas... a vida nos surpreende com suas artimanhas.  Algo será ext...

Vivência Veraneia

É o verão que resolve se estender. Mosquitos e pernilongos por toda parte. Palavras de verão são como tempestades repentinas. Elas vem e vão conforme a ventania.  Suor. Sol. Janela aberta com claridade entrando e iluminando os papeis da estante.  Ventilador indo e vindo e minha mente vagando.  Era para eu estar escrevendo um romance, mas disperso. Vago sem rumo e adentro o desconhecido da vivência veraneia.  Ao menos consumo. Livros e livros; páginas e páginas; histórias navegadas em navios naufragados.  Outra vez, as cartas para ninguém... Uma escola de portas fechadas que ninguém mais entra, sequer abre as janelas para a luz do sol entrar. Tudo bem, escrever no verão é tropicalmente aconchegante.  Meu corpo sua; meus óculos escorregam no nariz. Calor e mosquitos. Zumbindo aos ouvidos.  Onde está as manhãs outonais, meu Deus? Que saudade do céu azul de afiado frio luzente. Era para ser um poema — e nada mais. Sofri noites de solidão, sim. E elas assom...