Para as Gavetas
Meu dia hoje foi como uma chama queimando o pavio lentamente. O desanimo tomou conta de mim pela manhã e pensei que jamais fosse conseguir recuperar as forças para produzir algo de útil.
Pois me enganei. Pela tarde a vela já estava consumida e eu me encontrava na escuridão. Não sei por que cargas d'água a inspiração renasceu numa exposição espetacular daquilo que produzo.
Achei uma maravilha, de fato! Agora sinto-me um tanto quanto cansado. Acho que já produzi o suficiente por um dia. Quem sabe... Nunca é o bastante!
Vejam bem: eu me sinto um escritor na essência. Escrevo constantemente! Segredos... Até este texto de agora é um segredo. Escrevo para as gavetas, para as paredes, para a vida que passa pela janela do quarto onde me deito.
A loucura da escrita já me consome há anos. E agora ela vem atingindo lugares mais profundos, pois aprendi a tragá-la e a prendê-la em meus pulmões. Ao contrário dos fumantes, eu não solto a fumaça da escrita. Ela fica impregnada em mim.
Tentei explicar, mas não gostei da comparação. Escrita com cigarro. Já tive dias melhores, com certeza! Mas não tirarei a especialidade do dia. Fiz arte! Colei gravuras e divulguei alguns dos meus textos.
Sobre o concurso... Nem me lembro mais. Está esconso em algum canto da minha consciência, pesando de um lado algumas gramas de culpa. Eu certamente voltarei às páginas das apostilas, mas não agora em meio a minha explosão literária.
Quero escrever mais. Fantasia, talvez. Mas o ponto em questão é: comecei o dia desanimado e ganhei um estímulo além-consciência. Preciso descansar a mente agora.
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