Nada com Nada

Ontem eu escrevi nada com nada por aqui. Não sei o que houve; na verdade, eu sei, sim. Aconteceu que eu esgotei minha mente pensando em propostas que venho desenvolvendo para a escrita exercida nos últimos dias: fantasia. Algo novo, pelo menos para mim! 

Quis me dar o luxo de relatar minhas experiências numa noite quente, de muitos pensamentos vagando perdidos por minha cabeça. Um verdadeiro desastre. Já passei da fase de pensar em palavras rebuscadas para escrever... Quando o li, vi que tinha de refazer tudo. 

Estava egoísta. Egocêntrico. Clichê! Partiu-me às avessas. Não posso mais ser assim. Ainda sobra algum resquício. Mas o fato é que eu tive que lapidar um texto inexistente. Sim, não era eu quando escrevi. Era apenas uma capa. Uma casca! Algo que me prendeu no escuro.

O texto foi criado, mas não existia em sua essência. Superfície artística transmutada em saída de emergência aos apelos vivenciais. Nada com nada. Palavras jogadas às paredes dentro de taças de cristal transbordantes. 

Um verdadeiro escarcéu. Vergonha às aranhas, aos mosquitos, besouros, pernilongos e qualquer outro inseto que desempenhe sua função com dedicação. Mas deixemos o texto do passado no passado. Hoje o sol já nasceu outra vez.

Reescrevo a vida em páginas vazias. No final do dia, sempre terei novas histórias.

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