Se perdeu!

Pronto! Meu computador retornou a mim aparentemente mais rápido; agora consigo escrever normalmente. Mas tudo está tão superficial. Onde está a poesia? A joia reluzente que cintilava a cada parágrafo? Se perdeu! Com uma manada desenfreada de informações abafadiças que ocupa lugar na mente e germina a ansiedade latente. 

Informações podem ser prejudiciais, de fato, quando usamos da comparação para fazer classificação artística daquilo que produzimos. Atualmente tenho postado no Instagram seguindo um feed organizado e um estilo único de colagens ilustrativas. Quantos mais contas sigo, mais percebo que sou um grão de areia numa infinidade de opções. 

Quantos outros autores querem sair do limbo e assinarem seus nomes no panteão da escrita... Eu sou apenas mais um errante de páginas sem ânimo para mostrar meu rosto nas vielas superficiais frequentadas por aqueles que fazem da escrita uma máquina de futilidades. 

Todos na busca pelo sucesso. Status! Enquanto isso a natureza lá fora ainda pede socorro. A superficialidade cegou os artistas. Pensam apenas na pérola encaixada em seus próprios umbigos. Não mais são capazes de falar sobre as aves. Os amores, então, se transformaram numa renda de pontos semelhantes sem surpresas ou espantos.

Tudo virou do avesso em um bordado mal feito. Vento que voa sem folhas secas para levar. Noite sem estrelas e dia bonito com janelas fechadas.

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