O Último Raio de Sol (OK)
Eu renasci em meio à tempestade
De pingos em sonhos chorados por nuvens pesadas;
Carga de desilusão na ventania
E devaneios varridos pelos entardeceres esquecidos.
Superei a perda.
Vela de chama fraca que se apagou
Na noite de inverno que não se perpetuou
Pelo frio adentrando nas janelas abertas de minha alma.
A primavera chegou a tempo de me resgatar
E me levou para os jardins coloridos de um novo capítulo.
Agora brinco com essas palavras luzentes,
Tentando refletir sobre os desígnios emocionais
Que avassalam meu coração iludido
Pela tempestade que já passou.
Eu sobrevivi.
É hora de aproveitar a paisagem à frente:
Montanhas de brechas,
Ensejos desirmanados,
Contornando o pôr-do-sol
Que se faz de objetivo a alcançar.
Desço pelo vale até me agarrar no último raio,
Corro pelas extremidades sem tropeçar,
Carrego nas costas as noites em claro
E mares que se secaram.
Dessa vez é para dar certo.
Enquanto isso, as primeiras estrelas surgem
Simbolizando a esperança latente
Que ilumina minha cabeça e aquece meu coração,
Regando-me com ânimo para continuar correndo
E correndo, e correndo...
Pelo último raio de sol se estendendo na campina das desilusões.
Eu não posso cair.
Assim a tristeza se espanta e acua.
O sol desce e com ele eu vou...
Vou rumo ao meu eu sonhador,
Que nunca se cansa de sonhar
E de seguir adiante,
Procurando por pores-do-sol
E estrelas cintilantes.
Comentários
Postar um comentário