Universo da Alma
É difícil para mim entender que existem outras estrelas.
Elas não são vistas, tampouco sentidas. Mas existem.
Maiores do que as que carrego dentro de mim.
São constelações pontilhando o tecido fino, quase incerto, dos sonhos.
Estes que vagam por aí, por noites e noites...
Nada encontrando, senão estrelas.
Perdidas, talvez.
Ou expostas em pedestais, onde os astros circundam sem parar.
O tecido se estende até eu perdê-lo de vista, mas não se rasga.
Apenas estampa a fosforescência dos sonhos. As estrelas de que falo!
Muitas e muitas por aí.
Algumas solitárias, outras sufocadas.
Elas existem, cada qual no seu devido lugar.
E o brilho de uma não ofusca o da outra.
Coexistem.
E brincam no escuro.
Uma não deixa a outra se apagar ou se perder de seu posto.
Lá estão, no alto dos mais nobres pensamentos,
No breu dos medos desconhecidos
E nas encostas dos desejos mais profundos,
Compondo a canção das estações
E pintando um retrato da realidade vigente
Como forma de traçar uma rota,
Apontando para o norte das imaginações.
Assim é o universo da alma,
Que se estende pelos dias em busca de um lugar
Próximo a uma estrela
Capaz de luzir os anseios na escuridão.
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