A Rua, O Oceano e Os Pensamentos
Bom é saber a palavra que se resolve nos meandros do texto. Ela decidiu e pronto! Está feito. Então, vamos lá: eu já havia dito que vivi perdendo muito que já nem sei o que perdi. Milhões ao quadrado. E continuo... Nesse texto sem fundamento eu me faço e não me perco. Pois perdido eu sou. Perdido nos pensamentos que vem, e vem força, batendo nos muros e nos portões das ruas de calçadas estreitas. Aliás, muito estreitas. Tanto que para eu andar preciso usar a rua feita para carros. E sou atropelado. Como já fui muitas vezes, por esses pensamentos automobilísticos destruindo os passos de quem cisma em caminhar. Eu... Se paro, sinto frio. Se sigo, morro atropelado pelos pensamentos que surgem sem minha permissão. Nunca quis que fosse assim. Mas é... E isso não se trata de autoridade sobre "quem dirige o quê". Ninguém dirige nada. A diferença está em quem finge dirigir alguma coisa. E na fantasia cria padrões inalcançáveis de andados e transeuntes não desgovernados que se desgove...