Uma Garrafa Normal
E eu, né... Que tenho florescido meu jardim de leitor. Algo nunca antes buscado com tanto afinco. Tenho um novo sonho agora, mas ele ficará em segredo até que se realize. Você, garimpeiro de palavras, talvez nunca o descubra, porque quando tudo acontecer e este pergaminho vir à tona, o contexto já estará banalizado; o sonho será rotina cansativa, mas feliz e alegre. Assim como os outros sonhos que um dia acreditei. Este texto navegará pelos mares mais profundos e por lá ficará. Até ser descoberto, oh, levará muito tempo. Isto se for... Se o sonho se concretizar, haverá grandes chances. Contudo, tenho que confessar: não é o meu primeiro sonho. E talvez não seja o último.
Sobre o futuro não posso dizer; digo apenas pelo presente
que tem se estendido por toda a minha vida. Depois de tantos sonhos — não, não
vou dizer frustrados — e planos, um outro reluz no leito do riacho. Claro que
irei pegá-lo! E, por conseguinte, criarei afeição a ele. Sobre este texto, o
pergaminho virtual, será posto na garrafa e lançado ao mar. O mesmo mar que
venho lançando várias e várias outras garrafas. Muitas já esquecidas e outras
infinitamente mais preciosas que esta que guardará — ou já guarda — tais palavras. Por ser tão
normal, corre o risco de ser esquecida.
Lembre-se: aqui está um sonho. Um sonho presente. Vamos ver o que acontece em três, dois, um... Agora, nada! Só estava brincando de ter domínio da escrita. Desculpas para esconder o vazio de criar um novo sonho e vê-lo tão distante. Mas agora é tempo: garrafa selada e ao mar. É o que tem de ser.
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