O Barulho
Passos ruidosos não me afetam
Pois aprendi a caminhar no silêncio.
O barulho adentra o quarto, quebra as vidraças,
Vira poeira e escuridão.
Sua voz não faz diferença,
Seu bater de portas não é levado a sério,
Sua irritabilidade é motivo de risadas
Quando resolve se virar.
Vire-se! Vire-se, e siga o seu rumo.
Aqui já não há caminho para você,
Antagonista da paz.
Suas chaves são gravetos ao chão;
Não abrem as portas que você cisma em bater.
Pode fazer, sim, um estrondo;
Um estrondo de folhas secas.
Não surte efeito: gota despejada no oceano.
Se descobrisse a tempo, encontraria tesouros perdidos.
Experimente! Ainda dá para plantar neste solo.
O único afetado pelo escarcéu que cria, é simplesmente você.
Ninguém se importa.
Ninguém vive em função da sua desarmonia.
Vamos, barulho!
Metamorfoseie-se no brilhante silêncio de suas entranhas.
A vida é bela demais para ser ofuscada com bagunça
De caprichos desirmanados.
Pois aprendi a caminhar no silêncio.
O barulho adentra o quarto, quebra as vidraças,
Vira poeira e escuridão.
Sua voz não faz diferença,
Seu bater de portas não é levado a sério,
Sua irritabilidade é motivo de risadas
Quando resolve se virar.
Vire-se! Vire-se, e siga o seu rumo.
Aqui já não há caminho para você,
Antagonista da paz.
Suas chaves são gravetos ao chão;
Não abrem as portas que você cisma em bater.
Pode fazer, sim, um estrondo;
Um estrondo de folhas secas.
Não surte efeito: gota despejada no oceano.
Se descobrisse a tempo, encontraria tesouros perdidos.
Experimente! Ainda dá para plantar neste solo.
O único afetado pelo escarcéu que cria, é simplesmente você.
Ninguém se importa.
Ninguém vive em função da sua desarmonia.
Vamos, barulho!
Metamorfoseie-se no brilhante silêncio de suas entranhas.
A vida é bela demais para ser ofuscada com bagunça
De caprichos desirmanados.
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