Saudade do Meu Amigo Escritor
Há pouco mais de um ano, eu perdia meu grande amigo, Nick. Hoje, relembrando alguns momentos, pude trazer à mente proezas que só ele conseguia fazer. Era um exímio escritor, a ponto de subir na cadeira e teclar com as próprias patas. Quando terminava as reflexões, pedia que eu fizesse a crítica de suas peripécias caninas.
Que saudade do meu amigo escritor. Além de tudo, ainda era um bom mineiro e não desperdiçava uma prosa. Gostava de discutir sobre o tempo em que um queijo era curado ou, é claro, se iria chover durante o dia, já que se tratava de um moço atarefado e com muitos compromissos ao ar livre.
De todos os seus textos, destacam-se as fábulas. Amava esse gênero pelo simples fato dos animais serem os protagonistas e ganharem voz na narrativa. Como era um cachorro popular, imaginava seus amigos passarinhos como personagens e dava asas à sua imaginação. Contos como aqueles serão difíceis de se repetir, isso porque verdadeiros fabulistas de quatro patas estão em extinção. Triste é saber que talvez Nick tenha sido o último.
Dizem que quando convivemos muito com alguém, acabamos adquirindo os hábitos dessa pessoa para nossa vida. Desse modo, posso dizer que ajudamos um ao outro no ofício da escrita. Eu desempenhando meu papel de crítico e ele me inspirando com suas tramas excepcionais, tal como a do cachorro que se escondeu no guarda-roupas e a do banho de piscina no verão.
Costumava registrar tudo que vivia, pois sabia que era amado por aqueles a sua volta. Como forma de retribuir tal afeto, nos fazia protagonistas de suas histórias. Seus olhos transbordavam sentimentos e suas reações eram quase sempre eufóricas. É uma pena Nick ter ido embora tão cedo; poderíamos prosear muito mais e trocar experiências literárias: ele com a arte de refletir emoções nas linhas de suas fábulas e eu me inspirando com isso.
O importante é que soubemos aproveitar o tempo que passamos juntos. Mesmo sendo pouco, foi o bastante para perpetuar sua presença nas lembranças felizes e ocupar, para sempre, um espaço no coração daqueles que foram iluminados por seus raios de gratidão.
Que saudade do meu amigo escritor. Além de tudo, ainda era um bom mineiro e não desperdiçava uma prosa. Gostava de discutir sobre o tempo em que um queijo era curado ou, é claro, se iria chover durante o dia, já que se tratava de um moço atarefado e com muitos compromissos ao ar livre.
De todos os seus textos, destacam-se as fábulas. Amava esse gênero pelo simples fato dos animais serem os protagonistas e ganharem voz na narrativa. Como era um cachorro popular, imaginava seus amigos passarinhos como personagens e dava asas à sua imaginação. Contos como aqueles serão difíceis de se repetir, isso porque verdadeiros fabulistas de quatro patas estão em extinção. Triste é saber que talvez Nick tenha sido o último.
Dizem que quando convivemos muito com alguém, acabamos adquirindo os hábitos dessa pessoa para nossa vida. Desse modo, posso dizer que ajudamos um ao outro no ofício da escrita. Eu desempenhando meu papel de crítico e ele me inspirando com suas tramas excepcionais, tal como a do cachorro que se escondeu no guarda-roupas e a do banho de piscina no verão.
Costumava registrar tudo que vivia, pois sabia que era amado por aqueles a sua volta. Como forma de retribuir tal afeto, nos fazia protagonistas de suas histórias. Seus olhos transbordavam sentimentos e suas reações eram quase sempre eufóricas. É uma pena Nick ter ido embora tão cedo; poderíamos prosear muito mais e trocar experiências literárias: ele com a arte de refletir emoções nas linhas de suas fábulas e eu me inspirando com isso.
O importante é que soubemos aproveitar o tempo que passamos juntos. Mesmo sendo pouco, foi o bastante para perpetuar sua presença nas lembranças felizes e ocupar, para sempre, um espaço no coração daqueles que foram iluminados por seus raios de gratidão.
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