O Segredo da Verdade (OK)
No dia em que dei a mão à verdade ela me mostrou um segredo. Abriu uma caixa. No canto mais fundo do armário, escondida entre outras caixas, Lá estava ela: opaca, simples, confusa na escuridão, estática, Esperando o tempo de ser redescoberta. Sua tampa quadrada, de papel amassado, grosso e áspero, Depois de tantos anos, pôde firmemente se desvincular da base. O segredo da verdade lá estava, no fundo da caixa perdida, Tão próximo durante esse tempo, e mesmo assim distante. Não era ouro; não era prata; não brilhava à luz do ambiente, Nem refletia meu semblante surpreso. A verdade o apanhou e o depositou em minha mão, À forma de um sentimento velado, À guisa de um desejo perdido, Ao passo em que não compreendia, Ao molde em que me dava seu tesouro mais preciso. Era um bloco de folhas com uma caneta. A verdade então pôde dizer-me: "Agora que me conhece, viu o meu rosto, deu-me sua mão, Caminhou comigo por aí, desprendendo sorrisos De quem vê o mundo com leveza, Você pode c...