Boato da Felicidade
Se algum dia fui triste, foi há muito tempo.
Hoje trago cores nos olhos.
Reflexo do inconsciente, olhando para a cachoeira
Do rio que sempre correu.
Já parou para pensar na vibração da queda?
No aroma do mato que cresce pequeno?
No peso das pedras que se escondem dentro d´água?
Na altura das árvores e no ninho das aves?
Há tanto para se pensar. Lápis para se desenhar.
São as cores do olhar, do pensar, do estar;
Existir e exprimir; inspirar e transpirar
Oitavas harmônicas; canções da correnteza;
Repentes do pensar que se esvaem pelo torvelinho
Que escorre; e corre, rápido demais.
O boato da felicidade, da vida sentida
No extremo sentir, vem e se enraíza nos quintais.
Como eu busquei uma cachoeira para mergulhar.
Sem frio, sem medo, sem receio, sem passos em falso.
Apenas pular.
Quero existir desenhando jardins e pomares carregados,
Coloridos e de extremo sabor.
Tudo mudou quando me abracei na tempestade.
E vi que era completo. Vi que o amor era interno.
Quente como uma fogueira trepidante
Numa noite estrelada, onde histórias são contadas
Ao redor. Redor é tudo o que temos.
O que fazemos é não sermos precipícios,
Para não termos apenas beiradas.
Sempre quis vastos campos para correr.
Por isso sou o que sou,
Caminheiro de histórias, onde tudo é amplo
E tudo se faz correnteza.
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