50 Matizes de uma Vida Costumeira
Lembro-me, até hoje, das fábulas de La Fontaine que li na infância. Que espetáculo os animais compunham em meus pensamentos vagantes e despreocupados; uma verdadeira obra-prima ilustrada no imaginário de uma criança cercada por adultos. Foram páginas ásperas de antigas obras que exalaram o cheiro plangente do rigoroso tempo na estante destituída de leitores. Apenas eu era capaz de sentir aquela emanação clemente que vinha ao meu encontro, fazendo-me um senda de folhas cortantes que apuravam as ideias aos poucos.
Anos depois descobri que muitos daqueles contos foram adaptados da obra de Esopo no século VII a.C. Durante todo esse tempo, os desfechos éticos mantiveram sua essência ornando os protagonistas com virtudes na pele de animais possuidores da razão. Hoje é fácil darmos definição ao âmago fabulístico, mas se pararmos para pensar que naquela época tais conceitos não eram concretizados e precisos como são nos dias atuais, percebemos o poder da literatura em perpetuar-se nas páginas da vida.
O que tenho para falar sobre isso é que nada do que venho conduzindo em palavras teria sentido se não fosse a inspiração propagada àqueles que descobriram o fantástico mundo dos livros, fruto da capacidade de célebres autores em transcorrer seus sentimentos em formas e contornos transcendentes ao espaço que abrangia os horizontes da época. Especialmente, hoje publico o quinquagésimo texto no Penasso Poliglota. Foram cinquenta vezes que traduzi uma experiência em linhas arranjadas.
Ainda que sejam acontecimentos adornados de simpleza por terem sido vividos em fatos corriqueiros, a satisfação da escrita prevaleceu. São matizes de uma obra contemplativa capaz de canalizar as pretensões pela ética das fábulas que, um dia, Esopo escrevera. Apesar de ser um gênero distinto, elas se fazem presentes no estímulo que uso para despertar a motivação necessária e perfazer o ofício que desempenho com muito gosto.
Anos depois descobri que muitos daqueles contos foram adaptados da obra de Esopo no século VII a.C. Durante todo esse tempo, os desfechos éticos mantiveram sua essência ornando os protagonistas com virtudes na pele de animais possuidores da razão. Hoje é fácil darmos definição ao âmago fabulístico, mas se pararmos para pensar que naquela época tais conceitos não eram concretizados e precisos como são nos dias atuais, percebemos o poder da literatura em perpetuar-se nas páginas da vida.
O que tenho para falar sobre isso é que nada do que venho conduzindo em palavras teria sentido se não fosse a inspiração propagada àqueles que descobriram o fantástico mundo dos livros, fruto da capacidade de célebres autores em transcorrer seus sentimentos em formas e contornos transcendentes ao espaço que abrangia os horizontes da época. Especialmente, hoje publico o quinquagésimo texto no Penasso Poliglota. Foram cinquenta vezes que traduzi uma experiência em linhas arranjadas.
Ainda que sejam acontecimentos adornados de simpleza por terem sido vividos em fatos corriqueiros, a satisfação da escrita prevaleceu. São matizes de uma obra contemplativa capaz de canalizar as pretensões pela ética das fábulas que, um dia, Esopo escrevera. Apesar de ser um gênero distinto, elas se fazem presentes no estímulo que uso para despertar a motivação necessária e perfazer o ofício que desempenho com muito gosto.
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