Sigo com a Meta Tolkien

Quando optei por passar um tempo longe dos textos diários, mantive em mente minha meta de leitura das obras de J. R. R. Tolkien para o ano de 2018. Ainda que seja de forma lenta, tenho conseguido concluir os capítulos e sentir tudo aquilo que o autor nos disponibiliza em sua literatura fantástica.

Falando no âmbito internacional, posso afirmar que Tolkien é o meu escritor preferido por ter conseguido criar não só uma história, mas um autêntico universo, extremamente detalhado, que nos permite ultrapassar as berreiras da racionalidade e adentrar em um mundo imaginário, contornando nossos pensamentos de magia.

O que exponho aqui, de fato, já foi ecoado aos quatro cantos por milhões de leitores: não dá para comparar dois meios midiáticos distintos no quesito de qualidade. Digo, buscar relação qualitativa entre filme e livro. Os dois são bons dentro daquilo que oferecem, porém, devemos estar conscientes de que Tolkien foi um escritor e não um diretor de cinema.

Eu, por mais que tivesse assistido aos filmes dirigidos por Peter Jackson, não conhecia a expressividade profunda que havia nas páginas de O Senhor dos Anéis. Quando finalizei a leitura de As Duas Torres, fiquei surpreso com dramatização do último capítulo — que não é tão intensa no longa-metragem — e os diálogos dos personagens que carregavam consigo uma carga pesada de desolação. Naquele momento, pude ter certeza de que eu era um legítimo fã do escritor.

Não é nenhuma novidade que a leitura desperta em mim muito mais sentimentos do que um filme. Cada detalhe presente nos parágrafos me chama atenção e gera estímulo para eu imaginar as cenas. Enfim, ainda que eu não seja um estudioso ou um exímio conhecedor do Legendarium, ouso dizer que sou fã na simplicidade e no papel de leitor que se sente atraído pelo arcabouço mitológico criado por um gênio da literatura fantástica.

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