Os Capitéis da Trivialidade
Lembro-me de ter escrito um texto por dia durante o mês de janeiro. Tracei esta meta e pude alcançá-la com êxito logo no início do ano; contudo, após o termino dos primeiros trinta dias dedicados à Coluna Diária, as coisas desandaram por aqui.
Pelo fato de não ver mais o ofício como uma incumbência, deixei a corda da inspiração se arrebentar e se perder entre as idas e vindas dos compromissos corriqueiros. Que lástima! Posso dizer que eu mesmo era o leitor mais fiel daquilo que escrevia, já que a mente não consegue guardar tudo que relatamos em palavras, sendo uma fonte notável de entretenimento as horas depositadas à leitura daquilo que transformamos em textos corridos.
O fato descrito aqui não diz respeito ao tamanho dos artigos e crônicas publicadas, nem tampouco de sua qualidade, mas sim da eficácia e compromisso ao escrever algo diário com o intuito de apurar os pensamentos para melhor uso das expressões, seja num contexto lido e falado ou, até mesmo, na competência de verbalizar os anseios.
Tirar textos da trivialidade não é tarefa fácil. Como encontrar poesia no simples fato de fazer um café? Lembro-me das palavras de Ferreira Gullar, em uma de suas crônicas, afirmando ser ele o poeta do galinheiro. Esse termo coube perfeitamente em sua maestria de retirar obras-primas da mesmice rotineira.
Ora, devemos concordar que seria fácil para um escritor ter uma vida aventureira, inspirando-se a cada momento em coisas singulares que poucos têm a capacidade de viver, todavia, não é assim que as coisas funcionam. Escritor de verdade consegue ver a beleza sucumbida na banalidade, mudando a lente com que enxerga o mundo a cada despertar. O mesmo que busca interpretações angulares em círculos perfeitos, dispondo-se em sentir as angústias da prisão cotidiana, tornando-se livre a cada vez que consegue expor em parágrafos, uma esconsa maneira de ver o mundo.
Pelo fato de não ver mais o ofício como uma incumbência, deixei a corda da inspiração se arrebentar e se perder entre as idas e vindas dos compromissos corriqueiros. Que lástima! Posso dizer que eu mesmo era o leitor mais fiel daquilo que escrevia, já que a mente não consegue guardar tudo que relatamos em palavras, sendo uma fonte notável de entretenimento as horas depositadas à leitura daquilo que transformamos em textos corridos.
O fato descrito aqui não diz respeito ao tamanho dos artigos e crônicas publicadas, nem tampouco de sua qualidade, mas sim da eficácia e compromisso ao escrever algo diário com o intuito de apurar os pensamentos para melhor uso das expressões, seja num contexto lido e falado ou, até mesmo, na competência de verbalizar os anseios.
Tirar textos da trivialidade não é tarefa fácil. Como encontrar poesia no simples fato de fazer um café? Lembro-me das palavras de Ferreira Gullar, em uma de suas crônicas, afirmando ser ele o poeta do galinheiro. Esse termo coube perfeitamente em sua maestria de retirar obras-primas da mesmice rotineira.
Ora, devemos concordar que seria fácil para um escritor ter uma vida aventureira, inspirando-se a cada momento em coisas singulares que poucos têm a capacidade de viver, todavia, não é assim que as coisas funcionam. Escritor de verdade consegue ver a beleza sucumbida na banalidade, mudando a lente com que enxerga o mundo a cada despertar. O mesmo que busca interpretações angulares em círculos perfeitos, dispondo-se em sentir as angústias da prisão cotidiana, tornando-se livre a cada vez que consegue expor em parágrafos, uma esconsa maneira de ver o mundo.
Comentários
Postar um comentário