Carpideira Frustrada

Eu consegui fazer algo bom hoje.

Não é todos os dias que eu consigo, mas hoje eu consegui. 

Rasguei qualquer desculpa que vinha assinando como contrato mal pago dos últimos tempos.

Transformei os papéis em soluções.

Vi que minha mente tinha um poder escondido e era nela que devia focar. 

Palavras em folhas esquecidas nada valem.

Trazem desesperança para quem tem sonhos. E eu, como sonhador, não posso carregar palavras esquecidas.

Vivi para aprender a retirar do nada a faísca que incendeia o celeiro da preguiça. Deu certo!

Não obstante o seu caminhar sem rumo pelas partes do meu corpo, a preguiça como carpideira ainda busca um velório para chorar. Ouso dizer que ela não encontrará o que procura. 

Os velórios cessaram e os enterros já foram feitos. A partir de agora, é só renascimento. Plantio e colheita.

A carpideira frustrada terá de se reinventar. Não poderá ser mais reconhecida como a preguiça açoitada pela descrença de conseguir realizar sonhos. Seu manto terá cores de um verde conhecido nas entranhas da alma: assumirá o papel de esperança.

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