Importância: Uma Bolha de Sabão
Chega a ser engraçado quando paramos para analisar a expressão "dar importância para..", como se ela nos pertencesse e pudéssemos distribuí-la para tudo o que classificamos como importante. Em Minas, a vogal que inicia o termo já foi desclassificada nas prosas estendidas pelas horas sem fim. "Não tem portância, não!", partindo sem deixar rastros de sua existência.
Mas, vamos aos fatos: toda experiência que vivemos tem alguma importância em determinado grau ou angulação. Uma vez vivida, gera-se um estágio de formação de novos interesses, dando luz a novas importâncias. É só imaginarmos o arco que cria a bolha de sabão; quando formada, é digna de toda atenção em seu movimento moroso pelo ar. Em um instante, ela desaparece diante de nossos olhos e uma nova bolha é criada.
Assim é imputada a relevância dos fatores que constituem nossa vivência. Tal reflexão não abrange a importância atribuída às obras de arte ou aos feitos honrosos que se eternizam com o tempo, já que estes são como raízes que frutificam virtudes para a humanidade. O texto que escrevo diz respeito à importância, sem o "i" falado, presente no traquejo diário que ocupa a mente com ilusórias preocupações.
"Mas não tem portância, pois passa". Passa como a bolha que o vento leva até onde consegue levar, sem estourá-la. Depois o indivíduo ainda se questiona: "Como me preocupei tanto com isso?". Mal sabe ele que o ciclo se repete enquanto tiver fôlego para soprar uma nova bolha, perfeita, estonteante e hipnotizante.
Ao menos o contexto é belo de ser observado. A importância passageira é digna de desvelo enquanto dura; de contemplação enquanto se eleva; de admiração enquanto se forma... Trata-se de um auge ilusório até cair no esquecimento, quando outras maiores e mais brilhantes são formadas por um sopro mais duradouro.
Ah, se eles soubessem que estão em um campo de bolhas de sabão, que estouram ininterruptamente, parariam de se preocupar. Mas não sabem, e nem saberão. Continuarão com os olhos voltados aos estouros calamitosos que nem som emitem, fazendo daquele frágil globo transparente o motivo de suas queixas.
Mas, vamos aos fatos: toda experiência que vivemos tem alguma importância em determinado grau ou angulação. Uma vez vivida, gera-se um estágio de formação de novos interesses, dando luz a novas importâncias. É só imaginarmos o arco que cria a bolha de sabão; quando formada, é digna de toda atenção em seu movimento moroso pelo ar. Em um instante, ela desaparece diante de nossos olhos e uma nova bolha é criada.
Assim é imputada a relevância dos fatores que constituem nossa vivência. Tal reflexão não abrange a importância atribuída às obras de arte ou aos feitos honrosos que se eternizam com o tempo, já que estes são como raízes que frutificam virtudes para a humanidade. O texto que escrevo diz respeito à importância, sem o "i" falado, presente no traquejo diário que ocupa a mente com ilusórias preocupações.
"Mas não tem portância, pois passa". Passa como a bolha que o vento leva até onde consegue levar, sem estourá-la. Depois o indivíduo ainda se questiona: "Como me preocupei tanto com isso?". Mal sabe ele que o ciclo se repete enquanto tiver fôlego para soprar uma nova bolha, perfeita, estonteante e hipnotizante.
Ao menos o contexto é belo de ser observado. A importância passageira é digna de desvelo enquanto dura; de contemplação enquanto se eleva; de admiração enquanto se forma... Trata-se de um auge ilusório até cair no esquecimento, quando outras maiores e mais brilhantes são formadas por um sopro mais duradouro.
Ah, se eles soubessem que estão em um campo de bolhas de sabão, que estouram ininterruptamente, parariam de se preocupar. Mas não sabem, e nem saberão. Continuarão com os olhos voltados aos estouros calamitosos que nem som emitem, fazendo daquele frágil globo transparente o motivo de suas queixas.
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