Quando um Cronista Morre
Tal como a definição de crônica tremula entre o início e o fim de um acontecimento com facetas de um curto período que geram histórias entreabertas na poetização, também notamos um movimento no cronista, que dura somente o tempo necessário para extrair a sutileza de seu sólido texto. Depois ele morre.
Sim, o cronista morre para renascer em outra história, outro tempo, outras linhas de um contexto inominável. Afirmo isso como pessoa que vivenciou a morte do cronista, chegando a ler seus próprios textos e não se reconhecer nos parágrafos eternizados. Eternizados, mesmo? Perguntei-me como alguém eterniza algo criado em tão curto tempo para morrer em seguida e deixar o trabalho a ver navios.
Vejam só: quando um indivíduo se propõe a criar algo dentro dos conceitos artísticos, por livre e espontânea vontade, ele faz isso para se autossatisfazer e, assim sendo, eternizar os sentimentos que transbordam em seu íntimo no instante em que se dedica a isto. O fato de outras pessoas admirarem tal obra não significa que elas vão entendê-la, em outras palavras: a leitura é uma consequência da necessidade do autor.
Se o cronista escreve, com certeza faz isso para organizar suas ideias e refinar suas reflexões. É interessante observar que tempos depois, ao renascer para um novo trabalho, o mesmo não consegue se ver no texto justamente por estar lidando com outra realidade. Algo se perdeu no tempo, mas graças a eternização das palavras, lá está a prova de que a experiência de fato existiu e entrou para o acervo da memória nostálgica concebidas em um tempo que não volta mais.
Assim são as crônicas... Pássaros que migram entre as estações. Aquele que se dispõe em cultivar um cronista dentro de si, sabe que precisará arcar com a severidade das transições. Não é necessário esperar longo tempo de amadurecimento para começar a escrever, apenas ter consciência de que as forças que regem a inspiração não serão as mesmas para sempre; o cronista vai morrer, e vai renascer de novo...
Sim, o cronista morre para renascer em outra história, outro tempo, outras linhas de um contexto inominável. Afirmo isso como pessoa que vivenciou a morte do cronista, chegando a ler seus próprios textos e não se reconhecer nos parágrafos eternizados. Eternizados, mesmo? Perguntei-me como alguém eterniza algo criado em tão curto tempo para morrer em seguida e deixar o trabalho a ver navios.
Vejam só: quando um indivíduo se propõe a criar algo dentro dos conceitos artísticos, por livre e espontânea vontade, ele faz isso para se autossatisfazer e, assim sendo, eternizar os sentimentos que transbordam em seu íntimo no instante em que se dedica a isto. O fato de outras pessoas admirarem tal obra não significa que elas vão entendê-la, em outras palavras: a leitura é uma consequência da necessidade do autor.
Se o cronista escreve, com certeza faz isso para organizar suas ideias e refinar suas reflexões. É interessante observar que tempos depois, ao renascer para um novo trabalho, o mesmo não consegue se ver no texto justamente por estar lidando com outra realidade. Algo se perdeu no tempo, mas graças a eternização das palavras, lá está a prova de que a experiência de fato existiu e entrou para o acervo da memória nostálgica concebidas em um tempo que não volta mais.
Assim são as crônicas... Pássaros que migram entre as estações. Aquele que se dispõe em cultivar um cronista dentro de si, sabe que precisará arcar com a severidade das transições. Não é necessário esperar longo tempo de amadurecimento para começar a escrever, apenas ter consciência de que as forças que regem a inspiração não serão as mesmas para sempre; o cronista vai morrer, e vai renascer de novo...
Comentários
Postar um comentário