Perdi minha Armadura
Depois de muito meditar e buscar respostas escondidas, acabei me perdendo em perguntas mais uma vez. Coração apertado, mente frágil aos meandros das semanas que se afunilam na ampulheta da vida. É um caminhar sem chegada, um voo sem sustentação, um suspiro sem alento. Ela está entre nós; a que desperta os fantasmas soterrados. Fantasiada de satisfação. Seja bem-vinda, ou não, ansiedade.
Não tenho mais tempo para delírios. Se algum dia lutei em um campo de batalhas, perdi minha armadura. Se deixei de ser quem sou, esse alguém perdeu a luta. Pois se agora existe uma batalha dentro de mim, esta é pela busca do meu verdadeiro eu. Tão estreito, tão difícil, remoendo ossos enterrados por outros soldados. Seria eu um espectro vagante no cemitério do passado? Não fui capaz de selar a paz? Outrora dizia que me encontrava com a mente sã. Então, sanidade significa tempestade em alto-mar. Pronto, conceitos nada valem.
Nada faz sentido agora. Parece que eu desconstruí uma muralha para ser livre, mas transformei minha fortaleza em ruínas. Meu Deus! Por que é tão difícil ter paz? Queria caminhar na areia branca, desenhando sonhos com minhas pegadas... E, mais uma vez, este espetáculo à parte se transforma em um diário de páginas amareladas. Um texto insosso, esquecido e de pouca importância. Não vou desperdiçar lágrimas por aqui. É hora de fechar os olhos e deixar a imaginação trabalhar.
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