Estrelas da Mente

Percebi minha mente como um verdadeiro aglomerado de estrelas. 

A constelação trepidante de astros calhados na nebulosa que vacila pelas entranhas da minha existência.

Percebi também que conheço pouco, quase nada, dessa galáxia perdida dentro da minha cabeça pensante. 

Vulcão em constante erupção de ideias insignificantes, reminiscências dilacerantes, sugestões empolgantes, lágrimas marcantes, risos cortantes, probabilidades traumatizantes e tudo aquilo que antes, perante, de irradiante desejo, se transforma em entulho expelido pela lava fervente de uma mente enlouquecida que pouco viveu apesar de muito ter visto e imaginado nas suas caldeiras mais profundas.

Eu enlouqueci e deixei meu coração parar. 

Rasguei os papéis, perdi o norte e caí diante do abismo. 

O universo latente se escureceu e permaneceu escondido por anos até eu redescobri-lo por um insignificante ponto de luz ao longe. 

Assim, puxei a ponta dessa linha arrebentada e descobri a imensidão do que eu era capaz de fazer. 

Renasci dentro de águas nunca navegadas. 

De mãos atadas não mais me encontrava pois havia descoberto a melhor versão de mim, ainda presa nas estrelas distantes desse aglomerado.

Por isso vivo de esperança. 

Sabendo que a cada dia estou mais próximo de mim mesmo, navego pelos mares de uma galáxia desconhecida para recolher-me junto a minha melhor companhia. 

O tesouro perdido no tempo em que o sol era jovem, incapaz de iluminar a lua da noite sem estrelas.

 Pois foi nessa mesma noite eu eu me perdi... 

E agora tento me encontrar. 

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