Jogo de Viver
Ontem à noite pude sentir a força de algumas palavras. Hoje pela manhã elas eram apenas lembranças de uma incerteza. Pois bem! Percebi, inteiramente, que os pensamentos que venho carregando na mente não me definem; tampouco eu os defino. Eles vêm como uma chuva torrencial avançando pelos espaços do firmamento. O chão, minha consciência, se molha e toda plantação é perdida. Enfim, tudo isso não sou eu. Aprendi como alguém aprende abrindo um pote secreto, há muito enterrado, e descobrindo seus mistérios.
Foi exatamente assim que aconteceu. Quando separei os pensamentos da consciência, a chuva ficou mais fraca, assemelhando-se a uma mísera neblina. O chão, orvalhado, mais bonito. Percebi, também, que tudo tem uma conexão muito forte com o coração. Os pensamentos invasores costumavam derramar um líquido fervente nele. Ele, por sua vez, se agitava e se descontrolava. Os impulsos plantados eram diversos.
Foi o fim de uma fase, com certeza. Nenhum pensamento é capaz de derramar as quantidades de fervura que antes eram derramadas. Pouca coisa implica nas batidas do coração agora. Ainda estou aprendendo a controlar todo o processo, enxergando de cima o contexto em que me encontro. Hoje não foi dia de poesia, mas foi dia de evoluir um pouco mais com as palavras escondidas desse jogo de viver.
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