A Volta do Caderno Verde
O caderno verde voltou a ser preenchido em minha mente. Ontem tive uma reflexão fundamental. Percebi coisas que ainda não tinha percebido; e agora tudo depende de mim. O desânimo é uma armadilha para eu não sair da minha zona de conforto.
Isso é um tanto quanto irônico: falar sobre zona de conforto. Que conforto? Quando muito uma leve ilusão capaz de fazer-me inerte por horas a fio. Ao menos o caderno verde voltou a ter palavras. Dentro da minha cabeça, é claro.
Vamos lá: a minha felicidade depende de mim mesmo. Entregar fardos não é uma tarefa diplomática. Se eu expresso o desejo de me sentir útil, quem planta a utilidade em meu cerne sou exclusivamente eu mesmo. E ninguém pode me ajudar neste papel.
Já aprendi que o bendito caderno verde não se escreverá por conta própria. Preciso agir. Ainda que preso em três metros quadrados. E àqueles que buscam fertilizantes artificiais para suas conquistas nada terão senão frustações. Falo isso por experiência própria.
Agora as linhas desorientadas encontram o oriente para verem as estrelas em um novo céu. Nada de ilusões em noites escuras. As estrelas sempre aparecem quando têm de aparecer. E a vida segue o fluxo marcante em sonhos, desejos e ilusões empoeiradas levadas pelo vento.
De fato, o caderno verde voltou. E cá estou eu escrevendo um vazio anseio de me encontrar nas linhas de páginas recém-abertas. Que o destino, se é que ele existe, me conceda as conquistas nelas descritas.
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