Sepultura das Ideias

Uma inspiração patente se estende em meu peito: vontade de escrever interminável? Coisas novas, talvez. Criar histórias e desenhar com elas. Vida em parágrafos. Creio que tenha chegado a hora de eu organizar mais minha vida. Acreditar mais no meu potencial. E, é claro, banir a palavra procrastinação.
Eu já aprendi que tudo em ordem fica mais fácil. Prezo tanto por ela em objetos, visto o meu guarda-roupas, que me esqueço de aplicá-la em vida. Dia a dia de uma bagunça abstrata. Imperceptível aos transeuntes cotidianos, porém gritante dentro de mim.
É a vida se mostrando em facetas para que eu a conduza mais facilmente. Faria um cronograma hoje se pudesse, mas amanhã tenho outros afazeres. Por ora só estou expressando o desejo de me encontrar na organização das ideias. 
Eu estava um tanto quanto sentimental nos últimos dias. Ansioso, quem sabe. Mas agora o jogo virou. Quero mergulhar na literatura. Encontrar histórias perdidas. Pensar em contextos impensáveis para transcorrer no papel. Inspiração que bate à porta. Creio eu. Vamos, Filipe! Organize-se. Os segredos estão na constância. Na disciplina. 
Uma agenda de acontecimentos, é claro. Como eu vivi nesse emaranhado de desleixo? Dia após dia deixando o desanimo me levar à sepultura das ideias. Tragédia anunciada e acolhida. Seria o fim dos tempos se eu não tivesse me reerguido. Vem aí, novas ideias na mente um figurante. Sim, sou eu. Aquele que passa ao fundo com pensamentos cortantes e veia artística sem voz nas chamadas do sucesso. Por ora, assim espero.
Escrevo. E nem sei se sou tão bom quanto penso. Talvez eu seja apenas mais um fingindo ser alguém importante. E que importância é esse, meu Deus? Zero vezes zero. Vem aí, o perdido das palavras. Uma risada ecoada num velório com pranteadoras. Rasante de conceitos imperfeitos.
Cansei agora! As palavras não fazem mais sentido. Estão sendo vomitadas. Vou me retirar e curtir um pouco da ansiedade que começou a vibrar em meu íntimo.

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