O Dom das Asas

Fazendas cintilantes,

Estrelas marcantes;

É a plantação dos sonhos voláteis,

Voando por sobre as árvores da existência.

Se ao menos dessem voz às aves,

No lugar de piedosos piados,

Teríamos o testemunho de que asas são, sobretudo,

Palavras

Escoadas ao vento e sentidas

Por esperançosas folhas a existir

Na farfalhada de anseios,

Presas aos galhos

Cujo alento vem senão

Dos sonhos sem raízes,

Desbravadores do céu e amantes da ousadia.

Vez ou outra, uma única folha

Dentre a miríade de sua copa

Ousa desprender-se munida de coragem

É nesse lapso temporal que ela,

Sem nada conhecer,

Permite-se voar.

Muda e solitária,

Pois ao contrário das aves,

Não fora agraciada

Com o dom

Das asas.

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