Questões e Esperança
Hoje o dia se apresentou mais bonito. Mesmo jeito de muitos outros; a mudança foi em mim. A beleza veio da interpretação das horas. Agora um dourado vivo se imprime na parede; é o dia dizendo adeus. O sol, tendo cumprido seu trabalho, se encontra na linha do horizonte lançando despedidas para quem teve a sensibilidade de notá-lo durante as horas em que esteve presente. Partindo assim para romper-se em terras indizíveis, que fogem das histórias que já li. O que sei é pouco, e por isso precioso para mim.
Mais uma tarde se esvai. Ontem perdi o que era de mim, e hoje encontrei linhas de um passado já não existente. Poucas horas se passaram para que o dia voltasse a surgir no firmamento. E eu? Voltei às páginas para escrever uma história inacabável, inacessível e irrevogável. Venho me encontrando em horas de contentamento, imaginando um futuro onde assumisse um papel desenvolto no contexto de ofícios bem colocados.
Paro, bebo água, olho as folhas roxeadas de uma iresine tentando abraçar o sol dessa tarde que acontece. O ontem ficou para trás. As plantas sorriem com a claridade tal como o escritor sorri com as palavras que iluminam sua mente. Venho aqui expor minha alegria: páginas em branco nunca falaram tanto comigo. E por mais que muitas questões firam minha mente, um oásis se projeta nas cartas ao futuro. A esperança se colore e eu a vejo voando como um passarinho jubiloso de galho em galho.
Terei muitas histórias para contar. E minhas palavras serão usadas em outras circunstância, já que a vida será vivida e as horas terão sentido quando passadas para o outro lado.
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