Jornada da Segunda Pessoa
Sois vós que almejais desbravar os mistérios da língua; palavras intrincadas no desejo que semeais pela genuína voz da expressão. Se acaso quiserdes caminhar pelos campos sombrios do desconhecido, rumando vosso raciocínio à luz da compreensão, tereis de amarrar as sandálias para que aguenteis o percurso. Quando enfim chegardes no ápice, orgulhar-vos-eis da visão infinita, aberta a vossa frente.
Posso vos afirmar que em muito sentir-vos-eis o cansaço adentrar. E aqueles que vós acompanháveis já não estarão à vista. De certo, a solidão entrará em seu íntimo tentando fazer-vos desistir. Não desistais! Encorajo-vos por saber das consequências. A jornada valerá a pena quando abrirdes a mente. Se já não estiver aberta.
Dir-me-íeis dos pesadelos se fôsseis regado pela covardia. Mas assim não sois. Tendes a verdade ao vosso lado. Ao passo em que também fazeis uso da coragem. Lembrar-vos-eis de quando refletistes o medo para vos encorajar de refletirdes o amor. Sendo assim, da língua de vossa boca sairão penetrantes palavras e da mão que vós usardes, versos sinceros. Vossa vida transformar-se-á em poesia por completo. Aquilo que escrevíeis com vaidade já não mais existirá em meio ao que escrevereis com sinceridade.
Sei que estais pensativo. Pois assim tendes de ser. Pensai, e pensai bastante. A mente é o mais precioso dos dons. Fazei uso do que possuirdes a vossa disposição. Dir-vos-ei que um dia encontrar-nos-emos para conversar. Nesta hora, que vós desamarreis as sandálias para fruir o merecido descanso e então poderdes respirar junto a mim, que tanto caminhei quanto vós. Quero, sobretudo, que a paz vos seja concedida em cada passo que derdes, e que possais contemplar a paisagem com simplicidade. Lembrai-vos: um passo valer-vos-á muito enquanto mantiverdes o objetivo polido a cada manhã.
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