Circulando
E a mesmice continua... Será que eu não conseguirei enveredar minha escrita para outros horizontes? Só falo da mesma coisa, sempre e toda vida. Aliás, não falo de nada. O que seria o assunto central de um monte de palavras amontoadas para expressar um vazio?
Vocês ainda não sabem da maior. Hoje a saudade reina. E seu reinado será longo.
E saudade nada mais é do que vazio querendo ser preenchido. Mas já foram muitas estradas percorridas e buracos desviados para eu chegar aqui e dizer que não, nada foi preenchido. E eu estou cansado. Cansado de metáforas, de contornos extravagantes, de mente fantasiada, de cores enfadonhas, de luzes amareladas para deixar o ambiente mais aconchegante. Sinto lhes dizer: o ambiente não ficará aconchegante.
Não com a falta que eu sinto. Ah, querem saber: parece que eu estou escrevendo por vaidade, isso sim. Não porque as palavras me fazem bem. Nem sei mais se fazem mesmo. Sim, estou num poço de vaidade. E quero me desfazer dela, junto a esse ego medíocre que padece mais e mais cada vez que tenta se destacar.
Não, gente, não é destaque que eu busco. Eu estou desesperado. Eu quero apenas me entender como um “ser”; alguém buscando um motivo para ser feliz. Um motivo para sorrir. Mas essa vaidade tem atravancado meu caminho. E por vezes penso em desistir de tudo.
Esperem! Tive uma ideia. Talvez eu devesse terminar de ler o livro que eu estava lendo. Talvez eu devesse fazer as pazes com as palavras. Talvez tudo seja uma forma de fantasiar a saudade que me avassala. Meu Deus! Chega de buscar consolo nas linhas aceleradas como caminhões na autoestrada. Vejam só! Parece que as metáforas começaram a surgir. Mas eu não as quero. Não agora. Prefiro usá-las outra hora.
O texto aqui é seco. O poeta está desmaiado no sótão. E isso nada mais é do que um relato da parte mais pobre de mim, que tenta se expressar. Digo pobre no sentido artístico. Nada de estética nessa margem do rio. Sim, esse texto tem cara de rio que já secou. E agora vem a parte em que eu paro por achar tudo chato, levo as mãos ao rosto e penso: “Será possível que eu sou tão ruim assim?” E continuo escrevendo porque a centelha de esperança ainda arde na fogueira de ontem.
Mas e a saudade? Ela está aqui. E eu me preocupando com vaidade. Queria mandar a vaidade para um lugar, mas tenho muitos outros sentimentos fechando a passagem que dá para a saída. Preciso assustá-los com um grito, é claro. Porém não quero gritar. Sou chato para essas coisas. Aliás, sou chato para muitas coisas. Quem sabe isso me sirva de lição. Eu já sei a cara do meu ego. Essa chatice vem dele.
Hora de colocar a imaginação para funcionar. Estou imaginando esse ego e toda sua chatice indo embora na correnteza. Minha essência está meditando numa floresta bem linda. Menos mal. Pelo menos agora posso me dar o luxo de sentir a saudade na essência. Já a vaidade, o ego a levou para dentro do rio.
Espera! Mas o rio não estava seco? E não é que ele resolveu encher de uma hora para outra. No fim, correu bem. Percebo agora a brincadeira que esse texto se tornou. Ah, vamos lá! Foi divertido, pelo menos para mim... Algumas coisas ficaram mais leves. A passagem já está desobstruída e os sentimentos correm por aí. Tudo circulando conforme tem de ser.
E saudade nada mais é do que vazio querendo ser preenchido. Mas já foram muitas estradas percorridas e buracos desviados para eu chegar aqui e dizer que não, nada foi preenchido. E eu estou cansado. Cansado de metáforas, de contornos extravagantes, de mente fantasiada, de cores enfadonhas, de luzes amareladas para deixar o ambiente mais aconchegante. Sinto lhes dizer: o ambiente não ficará aconchegante.
Não com a falta que eu sinto. Ah, querem saber: parece que eu estou escrevendo por vaidade, isso sim. Não porque as palavras me fazem bem. Nem sei mais se fazem mesmo. Sim, estou num poço de vaidade. E quero me desfazer dela, junto a esse ego medíocre que padece mais e mais cada vez que tenta se destacar.
Não, gente, não é destaque que eu busco. Eu estou desesperado. Eu quero apenas me entender como um “ser”; alguém buscando um motivo para ser feliz. Um motivo para sorrir. Mas essa vaidade tem atravancado meu caminho. E por vezes penso em desistir de tudo.
Esperem! Tive uma ideia. Talvez eu devesse terminar de ler o livro que eu estava lendo. Talvez eu devesse fazer as pazes com as palavras. Talvez tudo seja uma forma de fantasiar a saudade que me avassala. Meu Deus! Chega de buscar consolo nas linhas aceleradas como caminhões na autoestrada. Vejam só! Parece que as metáforas começaram a surgir. Mas eu não as quero. Não agora. Prefiro usá-las outra hora.
O texto aqui é seco. O poeta está desmaiado no sótão. E isso nada mais é do que um relato da parte mais pobre de mim, que tenta se expressar. Digo pobre no sentido artístico. Nada de estética nessa margem do rio. Sim, esse texto tem cara de rio que já secou. E agora vem a parte em que eu paro por achar tudo chato, levo as mãos ao rosto e penso: “Será possível que eu sou tão ruim assim?” E continuo escrevendo porque a centelha de esperança ainda arde na fogueira de ontem.
Mas e a saudade? Ela está aqui. E eu me preocupando com vaidade. Queria mandar a vaidade para um lugar, mas tenho muitos outros sentimentos fechando a passagem que dá para a saída. Preciso assustá-los com um grito, é claro. Porém não quero gritar. Sou chato para essas coisas. Aliás, sou chato para muitas coisas. Quem sabe isso me sirva de lição. Eu já sei a cara do meu ego. Essa chatice vem dele.
Hora de colocar a imaginação para funcionar. Estou imaginando esse ego e toda sua chatice indo embora na correnteza. Minha essência está meditando numa floresta bem linda. Menos mal. Pelo menos agora posso me dar o luxo de sentir a saudade na essência. Já a vaidade, o ego a levou para dentro do rio.
Espera! Mas o rio não estava seco? E não é que ele resolveu encher de uma hora para outra. No fim, correu bem. Percebo agora a brincadeira que esse texto se tornou. Ah, vamos lá! Foi divertido, pelo menos para mim... Algumas coisas ficaram mais leves. A passagem já está desobstruída e os sentimentos correm por aí. Tudo circulando conforme tem de ser.
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