O que aconteceu comigo?
Eu ainda sonho além das páginas do caderno verde.
Mesmo que eu sinta falta da aventura, as folhas arrancadas não valem de nada.
Queria experimentar de novo os ares da liberdade que é escrever histórias.
Lembro-me de noites com luzes baixas, de pessoas seguindo procissões por caminhos tortuosos, da chuva fina encharcando os pensamentos de quem ousava sair no sereno.
Meu Deus, quando foi que eu perdi a minha fé? O que aconteceu comigo?
Fingi ser uma estrela cadente; brinquei de constelação antes do anoitecer.
Agora olho para o relógio e espero ele voltar a funcionar como antes. Mas em meu coração eu sei que não vai. E não pode.
Não pode porque o tempo de antes vazou pelas engrenagens. Tudo virou ferrugem manchando as toalhas brancas do que era sagrado. O sagrado tão almejado que quando tive nas mãos deixei cair. O ato de coragem da desistência segundo a paixão de G.H.
Eu não quis desistir. Deus é testemunha. Agora eu me pergunto: testemunha de um crime negligenciado pelo querer e o não querer? Poderia, de fato, estar vivendo a aventura sacramental que antes havia ilustrado nos mais sublimes devaneios. Mas se estivesse lá, outros problemas surgiriam e me fariam lembrar do que poderia ter: que é o agora.
Por isso falo do caderno verde de folhas arrancadas; dos livros empilhados jamais lidos; do quarto de três metros quadrados; dos velhos pijamas que me contam parábolas. Tudo é cor e contorno para uma tela ainda em branco.
Já é quase meia-noite. Eu sabia que hoje eu ia sofrer com os pensamentos. Algumas lágrimas se foram como muitas outras já haviam ido também. A elas, o meu adeus. Não vou arranhar meu coração por poucas lágrimas jorradas de uma fonte envelhecida.
Eu sei o caminho a seguir. E isso é doloroso para mim. Tenho ele perfeitamente projetado na minha mente perturbada. O que eu faço com isso? Deito e aproveito a ocasião para rasgar meu coração com um rio de lágrimas? Ou me preparo para percorrê-lo?
O que eu queria mesmo era um horizonte para contemplar. Uma história para escrever. Um amor para viver. Um sonho para sonhar.
Mesmo que eu sinta falta da aventura, as folhas arrancadas não valem de nada.
Queria experimentar de novo os ares da liberdade que é escrever histórias.
Lembro-me de noites com luzes baixas, de pessoas seguindo procissões por caminhos tortuosos, da chuva fina encharcando os pensamentos de quem ousava sair no sereno.
Meu Deus, quando foi que eu perdi a minha fé? O que aconteceu comigo?
Fingi ser uma estrela cadente; brinquei de constelação antes do anoitecer.
Agora olho para o relógio e espero ele voltar a funcionar como antes. Mas em meu coração eu sei que não vai. E não pode.
Não pode porque o tempo de antes vazou pelas engrenagens. Tudo virou ferrugem manchando as toalhas brancas do que era sagrado. O sagrado tão almejado que quando tive nas mãos deixei cair. O ato de coragem da desistência segundo a paixão de G.H.
Eu não quis desistir. Deus é testemunha. Agora eu me pergunto: testemunha de um crime negligenciado pelo querer e o não querer? Poderia, de fato, estar vivendo a aventura sacramental que antes havia ilustrado nos mais sublimes devaneios. Mas se estivesse lá, outros problemas surgiriam e me fariam lembrar do que poderia ter: que é o agora.
Por isso falo do caderno verde de folhas arrancadas; dos livros empilhados jamais lidos; do quarto de três metros quadrados; dos velhos pijamas que me contam parábolas. Tudo é cor e contorno para uma tela ainda em branco.
Já é quase meia-noite. Eu sabia que hoje eu ia sofrer com os pensamentos. Algumas lágrimas se foram como muitas outras já haviam ido também. A elas, o meu adeus. Não vou arranhar meu coração por poucas lágrimas jorradas de uma fonte envelhecida.
Eu sei o caminho a seguir. E isso é doloroso para mim. Tenho ele perfeitamente projetado na minha mente perturbada. O que eu faço com isso? Deito e aproveito a ocasião para rasgar meu coração com um rio de lágrimas? Ou me preparo para percorrê-lo?
O que eu queria mesmo era um horizonte para contemplar. Uma história para escrever. Um amor para viver. Um sonho para sonhar.
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