Semeador de Constelações

Tenho uma estrela na mente;

Ela vem cintilado mais

E ganhando novas formas.

Formas bonitas demais

Para os meus pensamentos tão pobres.

Ela surgiu do nada

Ou foi descoberta ao acaso,

Entre páginas de tantos livros.

Eu passei a gostar dela de um jeito especial

Que pouco sei explicar,

Como se tivesse descoberto um furo

No manto enegrecido da razão

Que vem balançando com a ventania.

Daí o furo sobe e desce,

Dançando conforme bem entende.

Não! Estrela; furo não.

Trata-se de uma estrela.

Vamos dizer assim. É melhor!

A estrela cintila, não balança.

Balançar é para quem semeia ventania,

Eu gosto de semear constelações.

Se tivesse o manto da razão furado,

Os pobres pensamentos vazariam

Em forma de palavras.

Ganhariam interpretações diferentes

Em cada mente que as escutasse.

Mas isso não acontece.

A estrela cintila no infinito que criei

Para escrever meia dúzia de versos desconexos.

Há um sentimento latente aí; eu espero.

Ele vai se guiar pela luz da estrela,

Vai se moldar a sua forma,

Vai se inspirar com o seu movimento

Para se rebelar uma nebulosa mais tarde.

Até lá, sigo semeando constelações

E não furos na razão.

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